OCDE: poder de compra das famílias cai após quatro trimestres de crescimento; Hungria destoa

O rendimento familiar real per capita de um bloco de países integrantes da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico caiu 0,2% no terceiro trimestre de 2023, na comparação com os três meses anteriores. A queda interrompeu uma sequência de quatro trimestres consecutivos de crescimento que se prolongava desde o terceiro trimestre de 2022, informou a organização em estudo divulgado nesta quinta-feira, 8.

A Hungria destoou, onde houve expansão de 5,5% do poder de compra. O forte aumento da remuneração dos empregados, dos ganhos do trabalho independente e dos rendimentos de bens, que incluem a renda de ativos financeiros e de recursos naturais, explicaram a melhora para as famílias húngaras, informou a OCDE em seu levantamento que considerou uma amostragem de 21 países para os quais havia dados disponíveis.

Os outros 10 registraram queda do poder de compra. O pior quadro foi registrado na Espanha, onde a renda real caiu 2,1% na mesma base de comparação. Os espanhóis tiveram a renda afetada por um aumento dos impostos sobre a renda e o patrimônio, diz a OCDE.

Nos Estados Unidos, o rendimento familiar real per capita diminuiu 0,3% no terceiro trimestre, com as reduções nos pagamentos de benefícios sociais do governo, incluindo o Medicaid, e aumentos nos pagamentos de impostos e contribuições para a seguridade social. Esses vetores pesaram mesmo após um aumento de 1% no PIB real per capita dos norte-americanos e de aumentos na remuneração dos empregados e de profissionais independentes.

A renda familiar real aumentou 1,4% em Itália, impulsionada, principalmente, pelo crescimento da remuneração dos empregados e do rendimento do trabalho independente. No Reino Unido, a alta foi de 0,2% no terceiro trimestre de 2023, ante uma expansão de 2,1% no trimestre anterior, à medida que o PIB real per capita diminuiu pelo segundo trimestre consecutivo.

A Alemanha registrou uma diminuição de 0,6% no rendimento familiar real per capita, já que PIB real per capita da principal economia da zona do euro caiu pelo quarto trimestre consecutivo.

Veja também

Deixe seu comentário

Só para assinantes