Dólar acompanha alta da curva de Treasuries antes de dados dos EUA e dirigentes do Fed

O dólar adota um viés de alta no mercado à vista na manhã desta sexta-feira em meio à subida dos rendimentos dos Treasuries. Os investidores estão na expectativa pelo Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos em janeiro, as expectativas de inflação da Universidade de Michigan e discursos de três dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) nas próximas horas. Por aqui, as atenções ficam no diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, em videoconferência da Bradesco Asset.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou há pouco à sede da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) onde, ao lado do secretário de Reformas Econômicas da pasta, Marcos Pinto, fará apresentação para banqueiros da agenda microeconômica do governo federal para melhoria do ambiente de crédito.

O ganho do dólar à vista é limitado pela subida de 1,54% do minério de ferro em Cingapura hoje, a US$ 131,45 por tonelada, que ajuda a impulsionar lá fora o peso mexicano, peso chileno, rand sul africano frente à divisa americana nesta manhã. Já o dólar futuro aponta sinal de baixa por enquanto, em meio a ajustes ante o fechamento anterior positivo em contraste com o viés de baixa registrado no mercado à vista.

Mais cedo, o IBGE informou que a taxa média de desemprego caiu de forma significativa em 26 de 27 unidades da federação em 2023.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) caiu 0,65% em fevereiro, após a alta de 0,42% em janeiro, abaixo do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast (-0,60%).

No exterior, o Banco Central da Rússia decidiu hoje manter sua taxa básica de juros em 16%, porém, renovou o alerta de que as condições monetárias restritivas serão mantidas por tempo prolongado. A agência penitenciária da Rússia informou que o líder da oposição Alexei Navalny morreu nesta sexta-feira, em uma prisão especial acima do Círculo Ártico. Ele tinha 47 anos e era um dos maiores inimigos do presidente russo Vladimir Putin, por lutar contra a corrupção e organizar grandes protestos contra o Kremlin.

Às 9h43, o dólar à vista tinha viés de alta de 0,09%, aos R$ 4,9732. O dólar para março caía 0,04%, aos R$ 4,9785. O juro da T-Note 2 anos subia a 4,617%; o da T-Note 10 anos, a 4,271%; e o do T-Bond 30 anos, a 4,435%.