Em posse, Cappelli minimiza críticas a programa industrial e defende investimentos em inovação

O novo presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, defendeu, durante o discurso de posse, que o Nova Indústria Brasil (NIB), programa de R$ 300 bilhões que será acompanhado pela ABDI, está em linha com o que tem sido feito pelos países desenvolvidos. "Argumento de que vai causar desequilíbrio macroeconômico tem fundo ideológico", disse ao apontar para indicadores positivos como queda dos juros.

A defesa sobre o programa foi a tônica do discurso de posse, já que a ABDI será responsável por monitorar parte do cumprimento de metas da NIB, lançado em janeiro pelo governo federal.

O programa será conduzido pelo Ministérios de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério do Planejamento e Orçamento, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

"Precisamos fazer com que o setor público perca o medo de investir em inovação", afirmou Cappelli sobre o que será um dos pilares do NIB. Outra defesa do novo presidente é de que as compras públicas como política de desenvolvimento industrial são eficazes, apesar das críticas que fazem sobre o tema. "Um relatório publicado pelo FMI em janeiro mostra que os países que mais fazem esse tipo de política estão na América do Norte", disse.

Entre os presentes na cerimônia realizada no Ministério do Planejamento, estiveram o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, além de deputados, senadores e representantes de lideranças do setor industrial.

Capelli é formado em Jornalismo, com especialização em Gestão Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A carreira na vida pública começou quando trabalhou com o então governador do Maranhão, Flávio Dino.

Com a ida de Dino para Brasília, Ricardo Cappelli foi nomeado secretário-executivo do Ministério da Justiça. Porém, nos primeiros dias da gestão, foi nomeado interventor de segurança pública do Distrito Federal em razão dos atos do 8 de Janeiro, no ano passado.