Bolsas da Europa fecham em queda, após ganho semanal; Zealand salta com teste de remédio

As bolsas europeias fecharam, majoritariamente, em baixa nesta segunda-feira, após as recentes máximas históricas do Stoxx 600, com investidores à espera de novos dados de inflação dos EUA, nos próximos dias.

Em sessão sem indicadores ou balanços relevantes na Europa, investidores acompanhavam, no fim do pregão, comentários da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, que disse que a inflação tem desacelerado de maneira significativa.

No setor corporativo, Zealand Pharma disparou com divulgação de resultado promissor de estudo sobre medicamento para disfunção metabólica.

As ações das companhias aéreas tiveram desempenhos distintos, após a Ryanair informar que as tarifas do pico do verão de 2024 na Europa provavelmente aumentariam novamente este ano.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,37%, a 495,43 pontos, depois de atingir picos históricos nos dois pregões anteriores. Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 0,29%, aos 7.684,30 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,02%, aos 17.423,23 pontos. O CAC-40, referencial da Bolsa de Paris, cedeu 0,46%, para encerrar aos 7.929,82 pontos

As ações das companhias aéreas tiveram desempenho misto, depois que o CEO da Ryanair, Michael O'Leary, disse que as tarifas do pico do verão de 2024 na Europa provavelmente aumentariam novamente este ano devido a problemas com aeronaves Boeing e Airbus, de acordo com relatos da mídia.

A companhia aérea irlandesa de baixo custo disse que poderá ter de reduzir a frequência de voos durante o verão, uma vez que a programação foi elaborada com base na entrega até final de março de 50 dos 57 aviões Boeing que a companhia encomendou.

O'Leary acrescentou que os problemas com os motores Pratt & Whitney no âmbito da Airbus A320 também influenciarão no cronograma de voos, já que vários aviões ficarão em terra para inspeções.

As ações da Ryanair ficaram estáveis, com variação de 0,05%. A easyJet teve alta de 2,27% e a IAG avançou 1,47%.

Já as ações da Zealand Pharma dispararam 36%, depois de a empresa dinamarquesa ter divulgado resultados importantes de um estudo, em parceria com a Boehringer Ingelheim, sobre o tratamento para doenças hepáticas que tem sido apontado como um potencial concorrente no crescente mercado de medicamentos para perda de peso.

A empresa anunciou nesta segunda que a Boehringer Ingelheim relatou que até 83,0% dos adultos tratados com survodutida alcançaram uma melhora estatisticamente significativa da esteato hepatite associada à disfunção metabólica (Mash, na sigla em inglês), segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira.

Na Suíça, a Barry Callebaut cedeu 1,74%, após a empresa de chocolates informar que reduzirá 2.500 postos, ou quase um quinto de seu quadro de funcionários, como parte de um plano para diminuir custos e realizar investimentos. As demissões serão efetivadas nos próximos 18 meses e serão distribuídas por todos os escritórios da empresa no mundo.

Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,44%, a 32.557,81 pontos; em Lisboa, o PSI 20 teve baixa de 1,00%, a 6.179,67 pontos; em Madri, o IBEX 35 subiu 0,08%, a 10.138,40 pontos. Todas as cotações são preliminares.

Contato: patricia.andrioli@estadao.com

* Com informações da Dow Jones Newswires