PMI composto do Brasil sobe a 55,1 em fevereiro; PMI de serviços avança a 54,6

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do Brasil subiu de 53,2 em janeiro para 55,1 em fevereiro, informou nesta terça-feira, 5, a S&P Global. O PMI específico de serviços avançou de 53,1 em janeiro para 54,6 em fevereiro, a taxa de expansão mais acelerada em mais de um ano e meio.

Os participantes da pesquisa atrelaram o avanço a tendências positivas de demanda, marketing agressivo e um novo aumento do volume de novos pedidos.

Para a diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyana De Lima, a aceleração do crescimento tanto de serviços quanto da produção industrial em fevereiro demonstra que a demanda doméstica mais elevada impulsionou o ritmo de expansão econômica em todo o setor privado, o que é um bom sinal para o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2024.

"Parece que a incerteza política diminuiu um pouco, pelo menos por ora, com recuperação de fato da confiança empresarial devido aos incentivos governamentais e à liberação de investimentos industriais", escreve a diretora, em nota.

As expectativas para o curto prazo são otimistas e continuam a dar sustentação à criação de empregos, acrescenta a diretora, que pondera que a tendência é mais predominante no setor industrial do que no de serviços, uma vez que as empresas de serviços voltaram a se concentrar em reduzir custos. "Um aumento insignificante nos preços de compra entre os produtores de bens contrastou com um aumento substancial nos encargos de custos nas empresas de serviços", destaca. "As contas de eletricidade e água, juntamente com os custos de mão de obra e de seguros, foram os principais culpados pelas pressões inflacionistas."