Câmbio: viés de baixa do dólar puxa juros e petróleo sobe mais de 1,5%

Os juros futuros operam em baixa na manhã desta quarta-feira, 13, em linha com o dólar ante o real e no exterior em dia de agenda fraca e manhã de alta de mais de 1,5% do petróleo. Contudo, a elevação dos rendimentos dos Treasuries e recuo de 2,53% do minério de ferro servem de contraponto, limitando as perdas dos ativos locais.

O noticiário sobre Vale e Petrobras segue no radar em meio a receios de ingerência do governo nas duas empresas.

A Vale divulgou comunicado na noite desta terça-feira, 12, sobre a renúncia do membro do conselho de administração José Luciano Duarte Penido, divulgada na segunda-feira, 11. A mineradora afirma que a atuação do conselho "está rigorosamente em conformidade com o estatuto social" no processo de definição do presidente da companhia e também com o "regimento interno e políticas corporativas".

Em sua carta de saída, Penido escreve que esse processo na mineradora estaria sendo "conduzido de forma manipulada, não atende ao melhor interesse da empresa e sofre evidente e nefasta influência política". A Vale foi privatizada em 1997.

O secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Rafael Dubeux, será o nome indicado pela pasta para ocupar um dos assentos do conselho de administração da Petrobras. Dubeux passará agora pelo crivo do colegiado da estatal. Não ficou definido quem perderá o cargo para a entrada de Dubeux. Até agora, as indicações para o conselho partiam do Ministério de Minas e Energia e da Casa Civil.

Será monitorado ainda julgamento do Superior Tribunal de Justiça se o ICMS incide sobre as tarifas de transmissão (TUST) e de distribuição (TUSD) de energia elétrica (14h), o que pode ter impacto na inflação.

Do lado fiscal, a Secretaria Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais convidou representantes de municípios para uma reunião nesta quarta-feira, 13, no fim da tarde, para discutir a proposta do governo para desonerar a folha de pagamento dos municípios.

Às 9h19, o dólar à vista caía 0,09%, a R$ 4,9703. O dólar para abril estava a R$ 4,9745 (+0,02%).