Ministério da Fazenda mantém previsão para a alta do PIB de 2024 em 2,2%

O Ministério da Fazenda manteve a projeção de alta do Produto Interno Bruto (PIB) para 2024. De acordo com a grade de parâmetros divulgada nesta quinta-feira, 21, pela Secretaria de Política Econômica (SPE), a estimativa para a expansão da atividade este ano continua em 2,2%.

Para 2025, a revisão também se manteve em 2,8%. O último Boletim Macrofiscal da SPE havia sido divulgado em novembro de 2023.

De acordo com o Boletim Macrofiscal deste mês, houve maior crescimento de atividades cíclicas, compensado pela queda de atividades de não-cíclicas, e essa tendência deve continuar em 2024.

O documento destaca que, para o PIB do setor agropecuário, a previsão é de queda de 1,3% em 2024, ante expectativa de alta de 0,5% no boletim de novembro. Essa piora no desempenho está relacionada, principalmente, aos preços de produtos das lavouras e da pecuária, que mostraram deflação ao longo do ano passado. As condições climáticas, afetadas pela ocorrência do El Niño, também prejudicaram o desenvolvimento do cultivo de produtos, segundo o relatório.

Já para o PIB da indústria houve avanço de 2,5% em 2024, ante 2,4% no último boletim. O documento dá destaque às perspectivas de aceleração da Indústria de transformação, em decorrência da redução dos juros, medidas de estímulo ao crédito e pela política de depreciação acelerada para compra de novas máquinas e equipamentos. Indústrias de construção e extrativa também devem continuar com bons resultados, aponta o relatório.

O crescimento do setor de serviços foi revisado de 2,2% para 2,4%. "Com a redução da inadimplência, em paralelo à queda nos juros, já se percebe avanço nas concessões de crédito a pessoas físicas no início de 2024, cenário que deverá impulsionar as taxas de crescimento de atividades como o comércio", diz o boletim.

As projeções da SPE sobre a variação do PIB nos próximos anos foram mantidas. Em 2026, em 2,5%. Para 2027, a projeção de crescimento continua em 2,6%. Já em 2028, é de 2,5%.

A aprovação da reforma tributária, elevação de investimentos por meio de programas como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa e Minha vida, aumento das Parcerias Público-Privadas (PPPs), estímulos à inovação e exportações por parte de bancos públicos, além das reformas microeconômicas para melhorar o ambiente de crédito do País são apontadas como vetores que devem auxiliar o crescimento no longo prazo.

No último relatório Focus, divulgado na terça-feira, 19, os analistas de mercado consultados pelo Banco Central projetaram uma alta de 1,80% para o PIB de 2024. Para 2025, a estimativa no Focus é de alta de 2,00%. As projeções de mercado para 2026 e 2027 também estão em 2,00%, para os dois anos.