Estoque total de crédito sobe 0,2% em fevereiro ante janeiro, para R$ 5,796 trilhões, diz BC

O estoque total de operações de crédito do sistema financeiro subiu 0,2% em fevereiro, para R$ 5,796 trilhões. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 2, pelo Banco Central (BC), o saldo aumentou 8,0% em 12 meses encerrados em fevereiro. Na comparação com janeiro, houve alta de 0,5% no estoque para pessoas físicas e recuo de 0,2% no estoque para pessoas jurídicas.

De acordo com o BC, o estoque de crédito livre subiu 0,1% no segundo mês de 2024, enquanto o crédito direcionado apresentou avanço de 0,5%.

No crédito livre, houve elevação de 0,3% no saldo para pessoas físicas em fevereiro. Para as empresas, o estoque recuou 0,3% no período.

O BC informou ainda que o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) passou de 52,9% para 52,8% na passagem de janeiro para fevereiro.

Endividamento das famílias

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro fechou o mês de janeiro em 48,0%, ante 47,8% registrado em dezembro. O recorde da série histórica do Banco Central ocorreu em julho de 2022 (50,1%). Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento ficou em 30,2% no primeiro mês de 2024, ante 29,9% em dezembro.

Janeiro foi o sexto mês de operação do programa federal de renegociação de dívidas Desenrola. Na fase do programa iniciada no dia 17 de julho foi possível renegociar dívidas bancárias de consumidores que ganham até R$ 20 mil mensais, sem garantia do Tesouro Nacional. Além disso, o nome de pessoas que tinham dívidas de até R$ 100 nos bancos foi "desnegativado" automaticamente, sem o perdão dos compromissos. A segunda fase, para quem ganha até dois salários mínimos (R$ 2.640,00), começou no fim de setembro e tem garantia do Tesouro.

Segundo os dados do BC para o mês de janeiro, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) terminou em 25,8%. Em dezembro, o porcentual era de 25,7%. O recorde da série foi registrado em junho de 2023, com 28,4%. Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda seguiu em 23,7% de dezembro de 2023 para janeiro deste ano.