Dólar recua em meio a dados antes de discursos de dirigentes do BC dos EUA

Após hesitar na abertura em meio aos dados do setor externo do País, alta dos juros dos Treasuries e queda do minério, o dólar à vista operava em baixa moderada na manhã desta quinta-feira, 4. Os investidores ajustam posições diante do recuo predominante da moeda norte-americana no exterior ante pares principais e várias divisas emergentes e ligadas a commodities, enquanto os juros dos Treasuries perdem força, com as taxas de 10 e 30 anos agora caindo, após alta mais cedo, na esteira de dados dos Estados Unidos.

Há compasso de espera por novas sinalizações de vários dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que vão falar durante o dia.

Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego subiram 9 mil na semana, a 221 mil, ante previsão de 213 mil. Já o déficit comercial de janeiro foi revisado, de US$ 67,43 bilhões a US$ 67,6 bilhões. O minério de ferro negociado na Bolsa de Cingapura, para entrega em maio, recuou 1,81%, para US$ 97,70.

No Brasil, o déficit em conta corrente foi maior que a mediana das projeções do mercado, e o investimento direto (IDP) ficou abaixo das expectativas.

Lá fora, o euro e a libra sustentam ganho ante o dólar na esteira de PMIs de serviços europeus, enquanto investidores avaliam a ata de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Ecoa ainda no mercado a expectativa de que o Fed comece a reduzir os juros em junho. Na quarta-feira, o presidente do Fed, Jerome Powell, reiterou que as taxas só cairão quando houver confiança suficiente de que a inflação está indo em direção à meta de 2%.

Na Europa, a inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da zona do euro caiu 8,3% na comparação anual de fevereiro, ante previsão de -8,6%, e os dados PMIs da zona do euro, da Alemanha e do Reino Unido sugerem expansão econômica, ficando acima de 50.

A ata do Banco Central Europeu (BCE), divulgada mais cedo, mostra que houve consenso de que seria prematuro discutir cortes de juros na última reunião e foi ressaltado que o processo de desinflação precisa avançar mais.

Às 10h01, o dólar à vista caía 0,02%, a R$ 5,0394. O dólar futuro para maio cedia 0,14%, a R$ 5,0530.