Dólar recua por minério forte, alívio em Treasuries em meio a IPCA, antes de CPI dos EUA

O dólar opera em baixa nesta quarta-feira, 10, em meio à leitura do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março e acompanhando o recuo externo do dólar e dos rendimentos dos Treasuries em manhã de alta do petróleo e minério de ferro e expectativas pela publicação do índice de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA de março, a partir das 9h30 (de Brasília).

A inflação medida pelo IPCA fechou março com alta de 0,16%, ante uma elevação de 0,83% em fevereiro, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou quase no piso do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam um aumento entre 0,15% e 0,42%, com mediana positiva de 0,24%.

A inflação acumulada no ano foi de 1,42%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 3,93%, resultado inferior à mediana das projeções (4,01%). O intervalo de estimativas ia de 3,81% a 4,51%.

Para o CPI dos EUA, a expectativa mediana é de alta de 0,3% em março, após 0,4% em fevereiro. O resultado deve trazer pistas sobre os próximos passos da política monetária nos EUA.

Além disso, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ficará no foco no início da tarde, em entrevista à GloboNews, e deve comentar os dados de inflação. Por enquanto, a sinalização do último Copom é de mais um corte de 0,50 pp da Selic em maio e possibilidade de diminuição do ritmo a partir da reunião de junho.

Também na agenda, a ata referente à mais recente reunião de política monetária do Fed será divulgada à tarde. Na visão do BMO, o relatório será defasado porque não vai incorporar o CPI ou payroll de março. "No entanto, os dados serão levados em conta nas expectativas futuras da política monetária dos investidores, mesmo que venham com ressalvas", avalia.

O contrato mais negociado do minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para setembro de 2024, fechou em alta de 1,43%, a 813,5 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 112,47. O petróleo exibia ganho moderado há pouco, em torno de 0,50%.

Às 9h26, o dólar à vista cedia 0,07%, a R$ 5,0041. O dólar para maio caía 0,10%, a R$ 5,0135.