Petróleo fecha em alta, impulsionado por tensões no Oriente Médio, apesar de estoques e Fed

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira, 10, em uma sessão volátil, na qual chegaram a operar em território negativo. As cotações tiveram impulso das tensões geopolíticas no Oriente Médio, já que os temores de que os conflitos entre Israel e Irã escalem após ataques a alvos iranianos na Síria persistem. Em certo momento, o tema foi ofuscado por divulgações de indicadores nos Estados Unidos. Os estoques semanais de petróleo no país apresentaram aumento acima do esperado, enquanto a inflação de março se mostrou mais alta do que a antecipada por analistas. Por sua vez, a commodity avançou mais de 1% ao fim do pregão.

O WTI para maio fechou em alta de 1,15% (US$0,98), a US$ 86,21 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho subiu 1,19% (US$ 1,06), a US$ 90,48 o barril, na Intercontinental Exchange.

No Oriente Médio, autoridades de Tel Aviv e Teerã trocaram ameaças. Segundo a Bloomberg, os EUA e os seus aliados acreditam que grandes ataques com mísseis ou drones por parte do Irã ou dos seus representantes contra alvos militares e governamentais em Israel são iminentes, o que marcaria um alargamento significativo do conflito. Enquanto isso, ataques aéreos israelenses mataram três filhos do chefe de uma liderança política do Hamas na quarta-feira, um ataque que pode complicar um plano liderado pelos EUA para um cessar-fogo.

Quase todos os integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) consideram que será apropriado cortar juros em algum momento este ano, conforme aponta a ata referente ao mais recente encontro de política monetária do Fed. Por outro lado, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA divulgado acima das expectativas - o terceiro em seguida - significa que o Fed não terá pressa de cortar juros até que as pressões inflacionárias diminuam, diz o CIBC.

Os estoques de petróleo dos Estados Unidos tiveram crescimento de 5,841 milhões de barris, a 457,258 milhões de barris, na semana encerrada em 5 de abril, informou o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta de 800 mil barris.