Staff do Fed ainda prevê desaceleração inflacionária, mas em ritmo mais lento que em março

A equipe técnica do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) prevê que a inflação total e subjacente diminua este ano em relação ao ano passado, embora o ritmo esperado de desinflação seja mais lento do que na projeção de março, uma vez que os dados disponíveis apontaram para uma maior persistência da inflação nos próximos meses. A visão consta na ata da última reunião de política monetária da autoridade, divulgada nesta quarta-feira, 22.

Se espera que a inflação diminua ainda mais para além deste ano, à medida que a procura e a oferta nos mercados de produtos e de trabalho continuavam a atingir um melhor equilíbrio.

Em 2026, a expectativa da equipe é de que a inflação total e básica dos preços do índice PCE se aproxime dos 2%, segundo o documento.

Os riscos para as previsões de inflação foram considerados ascendentes, refletindo a possibilidade de materialização de perturbações do lado da oferta ou de dinâmicas de inflação inesperadamente persistentes, segundo a publicação. Os riscos em torno da previsão para a atividade econômica foram vistos como distorcidos no sentido descendente, com o fundamento de que uma inflação mais persistente poderia resultar em condições financeiras mais restritivas do que na projeção de referência.

Além disso, a deterioração da situação financeira das famílias, especialmente daquelas com rendimentos mais baixos, poderá revelar-se um obstáculo maior à atividade do que o previsto pelo corpo técnico, afirma a publicação.

A equipe espera que a taxa de desemprego diminua ligeiramente ao longo de 2024, à medida que o funcionamento do mercado de trabalho melhore, e permaneça praticamente estável a partir de então.