Recebi uma herança de R$ 800 mil e quero viver da renda; onde investir?

SÃO PAULO – Um leitor do InfoMoney disse que recebeu uma herança no valor de R$ 800 mil e gostaria de saber onde investir este valor para obter rendimentos periódicos. O assessor de investimentos Diego Giovanardi D'Arrigo, da Messem Investimentos, lembrou que é preciso ponderar que o dinheiro perde valor ao longo do tempo por conta da inflação, por isso o portfólio deve garantir ganho real.

"Com isso em mente, é possível montar uma carteira de investimentos diversificada com diversos ativos para garantir retornos acima da inflação e proteger contra movimentos da taxa de juros do país", afirma.

Para D'Arrigo, uma boa alocação de investimentos para este capital seria: "Diversificar os ativos entre produtos que paguem IPCA mais uma taxa prefixada, ou seja, com rendimentos garantidos acima da inflação; alocar outra parte do capital em ativos prefixados para prazos de dois e três anos, já que há a possibilidade que a taxa de juros diminui e assim você garante retornos acima da média do mercado", afirma.

Por último, o assessor lembra que é preciso aplicar em ativos com liquidez imediata, com retorno atrelado a taxa de juros atual, protegendo que em caso de aumento dos juros nacionais. Esses ativos também poderão ser utilizados para fazer as retiradas periódicas que o investidor necessita. Se aplicar em títulos públicos atrelados ao IPCA com cupom de juro, o investidor também recebe o rendimento a cada seis meses.

O assessor de investimentos Ivo Brandão, da Global Investimentos, lembra que com a taxa de juro a 14,25% ao ano, o CDI (taxa de juros privada) está em torno de 14,14% ao ano. "O CDI mensal fica em torno de 1,11%. Portanto, não é nada difícil conseguir uma rentabilidade mensal de 100% do CDI ou algo próximo a 1,11% ao mês. Com uma carteira de investimentos diversificada, mesmo para um perfil conservador, você pode obter uma rentabilidade média dos seus investimentos 110% do CDI ou 1,22% ao mês bruto", afirma.

O assessor Pedro Ivo Lucena Saccaro, da Messem Investimentos, destaca que é importante manter as aplicações em ativos seguros – no caso de optar por títulos privados o investidor deve diversificar de modo que todo seu capital fique coberto pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que garante aplicações de até R$ 250 mil em caso de insolvência do banco emissor. "Neste caso, será será necessário alocar em pelo menos umas 4 instituições diferentes", aconselha.

Por fim, os assessores lembram que para montar uma carteira de investimentos adequada é necessário informações como o perfil do investidor, suas necessidades e objetivos.

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