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5 números impressionantes e uma pergunta: quando a Vale vai parar de subir?

SÃO PAULO - Até o começo deste ano o mercado não encontrava um único motivo para ficar otimista com uma recuperação da Vale, que seguia afundada em um cenário complicado de alta do dólar pressionando mais as suas dívidas, enquanto o minério de ferro não parava de cair. Mas não só o mercado se animou com o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas a mineradora passou a subir forte conforme a commodity disparava. E ela não para de subir.

Apenas nos últimos quatro pregões, as ações preferenciais da Vale já dispararam 20%. Mas este é apenas um pedaço do forte rali do papel que: i) já subiu 47% em 9 pregões; ii) 92% desde março; iii) 151% desde a mínima do ano, atingida em 2 de fevereiro deste ano, a R$ 6,57; iv) e bateu sua máxima desde 24 de junho de 2015. Para se ter uma ideia, o minério de ferro iniciou sua recuperação em dezembro e já tem alta de 69% desde então, saltando de US$ 38,30 em 11 de dezembro para atuais US$ 64,77.

Mas se o principal driver das ações foi o otimismo geral do investidor e a recuperação do minério, há muito mais por trás desta recente alta. Ainda em março, no meio deste rali, os analistas os analistas Felipe Hiral, Karel Luketic e Betina Roxo,  do Bank of America, indicaram cinco fatores que ajudam a sustentar esta forte alta dos papéis. Na época, eles já haviam alertado que a valorização do início do ano apenas indicava uma mudança de tendência, mostrando que os ativos poderiam subir ainda mais - o que está acontecendo.

Entre os principais fatores para a recuperação estão os preços historicamente baixos não só para a Vale, mas para todas as companhias mineradoras. Considerando uma análise da relação entre o preço de mercado da ação e o valor patrimonial da empresa brasileira, o resultado chega a 0,8 vezes, ficando 57% abaixo da média histórica.

Para ajudar, a queda do dólar e a alta do petróleo levam a uma redução de custos das mineradoras em geral, o que, segundo os analistas, tira boa parte da pressão sobre as companhias do setor. Além disso, após um temor geral com o futuro da economia chinesa, o mercado tem ficado mais otimista com as projeções de que o gigante asiático deve seguir forte, o que já está levando a uma melhora da demanda no país, e puxando o ânimo com as mineradoras.

Se em menos de três meses as ações da Vale já subiram 150%, o otimismo dos analistas e o cenário de recuperação do mercado, que ainda não terminou, indicam que o otimismo com a mineradora pode ir muito além de um "rali do impeachment". Resta saber até onde os papéis podem subir.

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