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Nova York pode proibir o Airbnb, e muita gente está protestando

SÃO PAULO – Nesta sexta-feira, uma legislação que proíbe propaganda virtual de aluguéis temporários foi aprovada na Assembleia Legislativa de Nova York e está em vias de chegar às mãos do governo local. Na prática, a lei barra completamente o funcionamento do Airbnb em todo o estado.

A ideia da lei seria supostamente reduzir o número de apartamentos desocupados que são alugados por meio de plataformas eletrônicas – pessoas que morem nos apartamentos que anunciam não seriam proibidas de usar a plataforma. Mas investidores e líderes do universo da tecnologia não estão nada felizes com o texto.

Depois da aprovação, os investidores do Airbnb Ashton Kutcher e Paul Graham, além do membro do conselho da companhia Reid Hoffman, se manifestaram no Twitter. Em sua conta, Kutcher chamou a lei de "terrível" e "anti-tecnologia".

Para Graham, é irônico que Nova York seja um hub de startups e ao mesmo tempo crie leis que as proíbam. Hoffman, por sua vez, disse que a legislação é anti-inovação e representa um movimento rumo ao passado. Ambos citaram um editorial do NY Daily News que pede que o estado deixe o Airbnb livre. 

Outros críticos afirmam que a medida tem relação com a indústria hoteleira e que seriam prejudiciais a muitos cidadãos que usam o serviço de aluguel temporário como complemento de renda – ou mesmo como única fonte para pagar suas contas. O mais proeminente deles é Josh Meltzer, diretor de políticas públicas para o Airbnb em NY, que disse que o "acordo de último minuto com a indústria hoteleira feito por políticos" é "decepcionante, mas não surpreendente".

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