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5 dicas para evitar armadilhas na Black Friday

SÃO PAULO - Novembro é um mês esperado pelos consumidores por conta da Black Friday. De acordo com o site do evento, em 2015 o dia movimentou mais de R$ 1,5 bilhão, aumento de 76% em relação a 2014. A data acontece na última sexta-feira do mês, este ano dia 25. No entanto, é preciso tomar cuidado ao gastar dinheiro durante o evento.

Você pode comprar itens que não precisa apenas por impulso, gastar mais do que deveria ou ser enganado e levar um produto com um desconto falso. A educadora financeira Carolina Ruhman Sandler explica que a data é feita para "estimular o consumo" do cliente. "Entra em jogo a questão emocional, mais do que a financeira. Quando você vê aquele produto que você queria muito com um desconto grande, por vezes você desconsidera seu orçamento e faz a compra sem avaliar de forma crítica", afirma.

Se você for aproveitar os descontos da Black Friday, é importante comprar com consciência e de acordo com o seu planejamento financeiro. Para evitar cair em ciladas a educadora financeira e fundadora do site Finanças Femininas elencou 5 dicas para driblar os prejuízos durante o evento.  Confira:

1. Analise seu orçamento

Os descontos da Black Friday podem ser muito atrativos, mas você precisa avaliar se o seu bolso comporta a compra neste momento. É válido comprar se estiver realmente precisando do produto e consegue garantir de que é possível pagá-lo. Você pode cair em uma armadilha sem volta, caso comece a passar o cartão de crédito apenas porque os preços estão bons.

2. Vá direto ao ponto

Quando decidir o que realmente precisa comprar, procure o produto nos sites ou lojas com foco. São tantas ofertas acontecendo ao mesmo tempo que é uma verdadeira tentação não colocar tudo no carrinho. Mas não faça isso, vá direcionado à loja que oferece o tipo de produto que você procura, sem dar aquela "olhadinha" em diversos produtos. Gastar muito mais pode ser fácil.

3. Cuidado com os descontos falsos

As empresas costumam aumentar os preços dos produtos dias antes da data. Assim, ao chegar na sexta-feira, os itens apenas voltam a custar o preço original simulando um desconto. "É o famoso "tudo pela metade do dobro"", diz Sandler. Segundo Christian Pires, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), "essa prática pode ser considerada publicidade enganosa e o estabelecimento que a adotar pode ser penalizado".  De acordo com o Procon, 28,3% das reclamações registradas na Black Friday do ano passado dizem respeito a esse problema. Assim, para se proteger, o Idec recomenda que você acompanhe o preço do produto desejado antes do evento começar para ter uma noção de preço e não ficar com o prejuízo.

4. Não confie em tudo que vê

Os descontos altos não são sinônimos de credibilidade. Nem todos os estabelecimentos são tão confiáveis quanto parecem. Confira a reputação das lojas em sites como o Reclame Aqui, que costuma fazer um ranking as campeãs em reclamações. Vale ver a lista do ano passado para se precaver. Você também pode conferir os comentários nas redes sociais das lojas.

5. Compre com calma e atenção

"Os e-commerces costumam deixar um cronômetro em letras garrafais em sua página inicial justamente para despertar em você um senso de urgência, como se não fosse existir outra oportunidade para conseguir preços tão bons", explica a educadora financeira. No entanto, isso não é verdade. A Black Friday dura apenas um dia, mas não deixe de levar em consideração que o mês de janeiro está chegando e o comércio tende a reduzir significativamente os preços, para vender o que restou do Natal.

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