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Caixa deve iniciar procura por parceiros de cartões; chineses têm interesse,

23/07/2019 09h53

Com o objetivo de criar um braço de operação de cartões a Caixa Econômica Federal deve inicia na próxima semana a procura por um parceiro para entrar no segmento das maquininhas de pagamento. Com isso, o banco público vai criar a Caixa Pay, que será estruturada e posteriormente levada à bolsa, seguindo o modelo do segmento de seguros. As informações são da edição desta terça-feira da Coluna do Broad, do Estadão.

Pedro Guimaraes, presidente da Caixa, quer que o convite aos interessados seja realizado até o final da próxima semana. Essa escolha por um parceiro, lembra o jornal, já deveria ter acontecido até junho, mas o processo atrasou devido a questões processuais e consulta ao Tribuna do Contas da União.

A intenção da Caixa é criar uma joint venture com uma empresa que atue no segmento para que possa explorar esse mercado, que atualmente vive uma forte concorrência com diversas companhias disputando clientes. O banco é o único entre os principais que não atua no setor, sendo que no passado tinha uma parceria com a Cielo (SA:CIEL3).

A coluna informa ainda que o parceiro irá trabalhar também com a bandeira de cartões Elo, da qual a Caixa é sócia ao lado do Bradesco (SA:BBDC4) e do Banco do Brasil (SA:BBAS3), além de meios de pagamentos pré-pagos e um programa de fidelidade.

Caso a operação tenha sucesso, a Caixa Pay vai ter 106,6 milhões de cartões de débito e crédito.

Interesse chinês

A publicação também informa que o setor de pagamentos brasileiro tem atraído a atenção de gigantes chinesas no país, que estão de olho inclusive no novo negócio da Caixa. Desta forma, a Tencent, dona do WeChat, e a Union Pay são apontadas como eventuais parceiras.

No primeiro caso, o jornal informa que um consultor já estaria atuando avaliando o mercado brasileiro. Já no segundo, já haveria movimentações para se posicionar no segmento, já tendo aberto uma seleção de funcionários em São Paulo para atuar nos mercados do Brasil, Panamá, Peru e Argentina.

Uma das possibilidades, aponta o Estadão, seria a aquisição da Cielo por uma das empresas chinesas.