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Ouro perde ganhos depois que bens duráveis e seguro desemprego superam expectativa

25/07/2019 10h27

Preços do ouro perdiam os ganhos depois que dados econômicos melhores que o esperado prejudicaram as expectativas de um afrouxamento mais agressivo da política do Federal Reserve.

Os Contratos futuros de ouro com vencimento em agosto na divisão Comex da Bolsa Mercantil de Nova York ficaram pouco alterados, subindo apenas 35 centavos para 1.423,95 dólares a onça troy às 10h04. O lingote estava sendo negociado a US$ 1.431,40 antes da divulgação dos dados.

Os pedidos de bens duráveis nos EUA subiram mais do que o dobro de previsões de junho. As encomendas principais de bens de capital também bateram as metas muito mais do que o esperado, sugerindo que os gastos das empresas com equipamentos foram recuperados depois de terem se contraído no trimestre de janeiro a março, pela primeira vez em três anos.

Esse sinal de recuperação proporciona otimismo em relação ao investimento empresarial, que tem sido um dos fatores sinalizados pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) como principal preocupação de contribuir para os riscos de uma desaceleração econômica.

Em outros dados divulgados ao mesmo tempo, os pedidos semanais de seguro-desemprego aumentaram menos do que o esperado em um sinal contínuo de força do mercado de trabalho dos EUA.

Os mercados apostam em uma redução de um quarto de ponto das taxas de juros na decisão do Fed de 31 de julho, mas as expectativas para um corte de 50 pontos base caíram após os dados de 26,5% para 23,5% antes da divulgação.

A perspectiva de taxas de juros mais baixas beneficia o ouro que é um investimento sem rendimento.

Apoiando os preços do ouro, no entanto, o Banco Central Europeu abriu as portas para cortes nas taxas de juros e uma série de novas medidas para aliviar a política monetária em setembro. Embora nenhum movimento tenha sido feito nas taxas de juros na reunião de política desta quinta-feira, o BCE fez mudanças substanciais em suas orientações futuras, abrindo caminho para a tomada de ação em sua decisão política de setembro.

Os bancos centrais em todo o mundo vêm enviando sinais dovish em um esforço para combater as preocupações de uma desaceleração global, já que os conflitos comerciais atuais correm o risco de prejudicar a economia mundial.

O chefe do banco central australiano, Philip Lowe, disse que era "razoável esperar um longo período de baixas taxas de juros", pouco menos de um mês depois de cortá-las para uma baixa recorde.

O Banco Central da Turquia entregou o maior corte da taxa de juros, 425 pontos-base, desde a mudança para a meta de inflação em 2002.

Os críticos dessa decisão sugeriram que o novo governador, Murat Uysal, pode arriscar colocar sua credibilidade em risco ao tentar satisfazer o desejo do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de reduzir os custos dos empréstimos. O Comitê de Política Monetária da Turquia disse que a medida deveu-se à "atividade econômica global mais fraca e maiores riscos de queda rumo à inflação".

Quanto a outros metais, os contratos futuros da prata caíam 0,7% a US$ 16,512 por onça-troy às 10h07.

Os contratos futuros de paládio recuavam 0,8% para US$ 1.526,15 a onça, enquanto a platina tinha queda de 0,3% e era negociada a US$ 878,40.

Em metais de base, o cobre avançava 0,4% para US$ 2,722 a libra.

- Reuters contribuiu com esta matéria