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Saraiva tem nova disparada com aprovação de plano de recuperação judicial

30/08/2019 11h55

As ações da Saraiva operam com forte valorização na bolsa paulista nesta sexta-feira (30), com as preferenciais (SA:SLED4) avançando 10,19% a R$ 2,38 e as ordinárias (SA:SLED3) 34,53% a R$ 8,26 por volta das 11h54. A companhia anunciou ontem que seu plano de recuperação judicial foi aprovado e será levado para homologação da Justiça. O plano envolve a companhia e sua controlada Siciliano, afirmou a empresa por meio de fato relevante.

Na semana, desconsiderando resultado parcial de hoje, os papéis ON acumulam ganhos de 208,54% e os PN 43,05%.

Maior rede de livrarias do país, a Saraiva (SA:SLED4) pediu recuperação judicial em novembro passado, após não conseguir acordo com fornecedores para renegociação de dívidas. A empresa listou no pedido débitos de R$ 675 milhões.

Na noite de domingo, a rede de livrarias informou que aceitou a exigência de um grupo de credores da companhia e concordou com o afastamento do presidente da empresa, Jorge Saraiva (SA:SLED4) Neto. Com isso, a companhia abriu espaço para que seu plano de recuperação judicial, protocolado em novembro do ano passado, fosse aprovado.

De acordo com site do jornal Folha de S. Paulo, a mudança na direção era um pedido que foi realizado há cerca de 20 dias por 21 editoras de livros, entre elas quatro líderes de mercado, como Companhia das Letras, Melhoramentos, Nova Fronteira, Moderna, FTD e outras.

Diante do impasse, a companhia se viu obrigada a adiar a assembleia de credores por diversas vezes. Na assembleia de ontem, a Saraiva (SA:SLED4) apresentou uma nova versão do plano de recuperação, já contemplando a mudança na gestão.

Plano

A rede de livrarias, no novo documento, firma o compromisso de contratar em 20 dias, após a homologação do plano, uma empresa para recrutar e elaborar uma lista com três nomes indicados para assumir a presidência da companhia.

Essa consultoria será também responsável por indicar nove nomes para ocupar pelo menos uma vaga no conselho de administração, com os credores tendo o poder de veto de quatro nomes.