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BTG Pactual reitera compra das ADRs da Petrobras com preço-alvo em US$ 17,00

06/09/2019 11h51

O BTG Pactual (SA:BPAC11) reiterou nesta sexta-feira a recomendação de compra para as ADRs da Petrobras (SA:PETR4), reforçando a tese de o papel parece ser o caso de que está barato e não tem a confiança do mercado, o que pode desencadear uma recuperação forte dos preços. As informações constam de relatório enviado a clientes nesta sexta-feira. O preço-alvo para 12 meses segue em US$ 17,00.

Na Nyse, os papéis eram negociados com alta de 0,81%a US$ 14,25, por volta das 11h25.

A equipe do banco reconhece que as perspectivas de preço do Brent ainda não parecem promissoras no médio prazo. No entanto, para eles há algum tempo, a empresa está caminhando na direção certa de criação de valor, governança corporativa e menores riscos políticos, benefícios que são difíceis de apreender, mas que já estão começando a produzir resultados. Os analistas entendem que a avaliação de 5x EV/EBITDA de 2020 parece não ser merecida, levando a reitera a companhia como uma das nossas principais opções.

O banco chama a atenção para o dato de que, apesar dos bons números de produção nos últimos dois meses, atingindo recorde de produção doméstica de petróleo em agosto, a empresa ainda está em uma curva de aprendizado em relação ao ramp-up de novas plataformas, especialmente a plataforma de gás Búzios, que combinadas com a venda de suas participações nos campos de Tartaruga Verde e Baúna, e paradas regulares de manutenção, ainda podem levar a alguma volatilidade da produção. Com isso em mente, o aumento da transparência deixa a equipe do BTG (SA:BPAC11) confiante de que o guidance será entregue e que as promessas não serão mais superestimadas.

Nesta semana, a Petrobras (SA:PETR4) realizou o primeiro Investor Tour sob sua nova administração. O evento, que incluiu visitas à sede de Vitória e ao novo P-68 FPSO (com previsão de entrada em operação no 4T19), e contou com a presença do CEO e CFO da empresa, proporcionou uma grande oportunidade para a administração reiterar os cinco pilares estratégicos que orientará a empresa no futuro, bem como uma oportunidade para a equipe de E&P mostrar alguns dos números e operações da em meio a uma boa semana em termos de produção.

No evento, o presidente da companhia, Castello Branco, reiterou as mesmas mensagens que tem declarado desde que assumiu o cargo. Ele enfatizou a importância da desalavancagem contínua e o foco em projetos de alto retorno no pré-sal, além de sublinhar as ineficiências geradas pelo monopólio, levando a perdas significativas e, finalmente, expondo a empresa a fortes pressões políticas, que diminuirão uma vez que 50% da capacidade de refino será privatizada, dizendo que já existem mais de 20 empresas interessadas.