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Tenda recua após ver balanço novamente afetado por atrasos no MCMV

08/11/2019 14h30

No terceiro trimestre do ano, a Tenda (SA:TEND3) registrou lucro líquido de R$ 64,6 milhões, leve alta de 0,3% na comparação anual. No período, a receita líquida cresceu 10,2%, para R$ 508,5 milhões, e a margem bruta passou de 33,6% para 33%. Já despesas operacionais aumentaram 14,7%, para R$ 96,5 milhões.

Com isso, os papéis eram negociados em queda de 1,75% a R$ 25,33, por volta das 15h39 desta sexta.

A incorporadora consumiu caixa de R$ 40,8 milhões, reflexo da suspensão dos repasses dos recebíveis de clientes das faixas 1,5 e 2 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, com regularização apenas em meados de setembro. Assim, a Tenda (SA:TEND3) fechou o trimestre com caixa líquido de R$ 231,5 milhões.

A Tenda (SA:TEND3) apresentou um trimestre com resultados neutros, na opinião do Banco do Brasil Investimentos (BB-BI), que reiterou a confiança na capacidade da Tenda de manter um aumento gradual em lançamentos e vendas, bem como uma trajetória de crescimento de rentabilidade.

Entretanto, os analistas acreditam que o episódio do MCMV, ocorrido nesse ano, quando instabilidades no processo de repasse foram observadas, ainda deva continuar impactando as margens e as vendas no decorrer desse ano. Além disso, considerando que 40,6% dos lançamentos da Tenda (SA:TEND3) em 2019 estão localizados na região metropolitana de São Paulo, eles acreditam que o lançamento do programa habitacional pela Prefeitura de São Paulo deva ser benéfico para a companhia.

Ademais, o crescimento em vendas líquidas no trimestre demonstra a capacidade da companhia atingir o guidance para 2019. Nesse sentido, apesar do cenário bastante desafiador, esperamos que a Tenda (SA:TEND3) alcance a meta proposta, embora, para atingir o mínimo estipulado, a companhia precise registrar R$ 526,3 milhões em vendas líquidas no 4T19 (+14,5% a/a).

Considerando o preço-alvo de 2020 para TEND3 (SA:TEND3) de R$ 28,50, o BB-BI mantém a recomendação de Outerform. TEND3 está negociando a 6,8x EV/EBITDA 19E, acima de sua média histórica de 5,2x.