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Braskem cai mais de 1% após prisão de ex-presidente em Nova York

21/11/2019 15h05

Com a notícia de que o ex-presidente da Braskem (SA:BRKM5), José Carlos Grubisich, foi preso na quarta-feira em Nova York, por acusações de ter participado de um esquema para pagar milhões de dólares em subornos para garantir contratos governamentais, as ações da petroquímica são negociadas em queda na bolsa paulista.

Por volta das 15h00, os papéis recuavam 1,71% a R$ 27,58.

Grubisich foi acusado pelo tribunal federal do Brooklyn de conspiração para violar uma lei de corrupção estrangeira dos EUA e por conspiração para lavagem de dinheiro.

O executivo foi preso pela manhã no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, e sua defesa apresentou um recurso de inocência ao tribunal à tarde, segundo John Marzulli, porta-voz do gabinete do procurador dos EUA, Richard Donoghue.

Uma audiência sobre se o Grubisich poderá ser liberado sob fiança deve ser marcada mais adiante. O advogado do executivo, Daniel Stein, do escritório Mayer Brown, não pôde ser encontrado imediatamente para comentar.

Os promotores disseram no processo que Grubisich não deveria ser libertado sob fiança porque ele apresenta alto risco de fugir dos EUA.

Grubisich liderou a Braskem (SA:BRKM5) entre 2002 e 2008 e ocupou vários cargos na construtora Odebrecht, principal acionista da companhia. Mais tarde, ele se tornou presidente-executivo da fabricante de celulose Eldorado Brasil, de onde ele saiu em 2017.