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ABERTURA: Ibovespa futuro inicia a quinta-feira com leve valorização

05/12/2019 09h12

O índice Ibovespa Futuros começa a sessão desta quinta-feira com ganhos de 0,26% aos 110.575 pontos, com o dólar comercial tendo um leve recuo de 0,12% a R$ 4,2027. Mais uma vez, o dia será marcado pelos investidores atentos às negociações entre China e Estados Unidos e suas idas e vindas, além da consolidação da expectativa da decisão de políticas monetárias de Brasil e EUA com as reuniões, respectivamente, do Copom e do Fomc marcadas para a próxima semana.

- Cenário Interno

PIB

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quarta-feira que vai rever os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre deste ano em função da mudança nos dados das exportações apontada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Em nota técnica, o órgão afirmou que a revisão dos dados faz parte do processo dos sistemas estatísticos em todo o mundo e está prevista na metodologia das contas trimestrais brasileiras.

Os números revisados do PIB do terceiro trimestre serão divulgados em 4 de março, junto à publicação dos dados do quarto trimestre. Na terça-feira, o IBGE informou que o PIB brasileiro cresceu 0,6% no terceiro trimestre frente aos três meses anteriores, mais do que o esperado pelo mercado.

Previdência dos Militares

O Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto que reestrutura a carreira e a Previdência dos militares, parte da reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro, que segue agora para sanção presidencial.

O plenário do Senado aprovou a proposta com novas regras que incluem as Forças Armadas, as polícias militares e corpos de bombeiros militares dos Estados e Distrito Federal, em uma votação simbólica, sem a necessidade de votos nominais no painel.

O Executivo optou por reorganizar as regras de aposentadoria dos militares em uma proposta separada da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma dos civis, provocando alguns ruídos no Congresso Nacional, sob o temor de que a categoria ficasse de fora das mudanças.

- Cenário Externo

China e EUA

Tarifas precisam ser reduzidas para que a China e os Estados Unidos alcancem um acordo provisório sobre comércio, afirmou o Ministério do Comércio nesta quinta-feira, mantendo sua postura de que algumas tarifas norte-americanas precisam ser revertidas para a fase um de um acordo.

"O lado chinês acredita que se ambos os lados alcançarem a fase um de um acordo, as tarifas devem ser reduzidas de acordo", disse o porta-voz do ministério, Gao Feng, acrescentando que os dois lados estão mantendo comunicação próxima.

A finalização da fase um de um acordo entre as duas maiores economias do mundo era inicialmente esperado para novembro, antes de entrar em vigor uma nova rodada de tarifas dos EUA em 15 de dezembro, cobrindo 156 bilhões de dólares em importações chinesas.

As delegações comerciais dos dois lados continuam travadas em discussões sobre "importantes questões de preocupação", com o aumento das tensões bilaterais sobre questões não relacionadas ao comércio, como protestos em Hong Kong, prejudicando as perspectivas para um acordo no curto prazo buscando acabar com a guerra comercial.

Zona do Euro

A economia da zona do euro cresceu a um ritmo modesto no terceiro trimestre, com impacto negativo do comércio, enquanto as vendas no varejo caíram no ritmo mais forte este ano em outubro, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira.

O Produto Interno Bruto dos 19 países que usam o euro cresceu 0,2% entre julho e setembro, confirmando a estimativa preliminar divulgada em outubro e inalterado ante o segundo trimestre.

As vendas no varejo na zona do euro em outubro caíram 0,6%, o dobro do esperado em pesquisa da Reuters, e subiram 1,4% na comparação anual. A queda mensal foi a mais forte em 2019.

Argentina

O presidente do banco central da Argentina, Guido Sandleris, renunciou na quarta-feira, uma medida esperada conforme a terceira maior economia da América Latina realiza na próxima semana a transição para o peronismo com o presidente eleito Alberto Fernández.

Sandleris disse em uma carta ao presidente Mauricio Macri que deixará seu cargo em 9 de dezembro, um dia antes de Fernández assumir a Presidência.

Ele disse estar honrado por seu trabalho, mas preocupado que a tradição argentina de reconfigurar o comando do banco central a cada eleição contribua para uma "falta de consenso básico em torno da importância de construir uma moeda saudável e, especialmente, como fazer isso".

BOLSAS INTERNACIONAIS

Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,71%, a 23.300 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,59%, a 26.217 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,74%, a 2.899 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,77%, a 3.879 pontos.

O dia mostra-se de rumos distintos para os principais mercados de ações da Europa. Em Frankfurt, o DAX avança 0,24% aos 13.172 pontos, enquanto que em Londres o FTSE cede 0,13% aos 7.179 pontos. Já em Paris, o CAC tem alta de 0,78% aos 5.844 pontos.

COMMODITIES

A jornada desta quinta-feira foi marcada por leve queda nos contratos futuros do minério de ferro, que são transacionados na bolsa de mercadorias de Dalian, na China, interrompendo assim a sequência positiva dos últimos dias. O ativo com o maior volume de negócios, com vencimento para janeiro do próximo ano, cedeu 0,53% para 654,50 iuanes por tonelada, o que representa uma variação de 3,50 iuanes em relação aos 658,00 iuanes/t de liquidação da véspera.

No mesmo sentido, a sessão também foi de perdas para os principais papéis futuros do vergalhão de aço, negociados na também chinesa bolsa de mercadorias de Xangai. O contrato mais líquido, para maio de 2020, perdeu 5 iuanes para 3.404 iuanes por tonelada, enquanto que o de janeiro do mesmo ano, segundo em volume, cedeu 23 iuanes para 3.585 iuanes por tonelada.

A quinta-feira é marcada por alta nos preços dos contratos do petróleo. Em Londres, o barril do tipo Brent soma 0,54%, ou US$ 0,34, a US$ 63,34, enquanto que em Nova York, o WTI avança 0,17%, ou US$ 0,10, a US$ 58,53.

MERCADO CORPORATIVO

- Petrobras (SA:PETR4)

A Petrobras (SA:PETR4) poderá adicionar vários bilhões de dólares em ativos ao seu ambicioso plano de desinvestimentos de cinco anos, disseram executivos nesta quarta-feira, evidenciando a pressa da estatal petroleira para reduzir sua pesada dívida e alavancar o retorno aos investidores.

No Plano Estratégico 2020-2024 da empresa, divulgado na semana passada, a Petrobras (SA:PETR4) afirmou que buscaria vender de 20 bilhões a 30 bilhões de dólares em ativos durante esse período, incluindo oito refinarias no Brasil, responsáveis por metade da capacidade de refino da empresa.

Durante apresentação nesta quarta-feira em Nova York, a empresa disse que poderá adicionar ativos da Bolívia ao plano de vendas, bem como sua participação na petroquímica Braskem (SA:BRKM5) , campos de petróleo em águas profundas e sua participação restante na BR Distribuidora (SA:BRDT3).

Ao conversar com analistas e jornalistas, os executivos disseram que poderão incluir fatia do campo de Marlim, um dos maiores do Brasil, bem como sua participação majoritária no menor campo do Papa-Terra, ambos na Bacia de Campos.

- Copel (SA:CPLE6)

A estatal paranaense Copel (SA:CPLE6) tem estudado a eventual venda do controle de sua usina Foz do Areia, após o governo Bolsonaro ter publicado recentemente decreto que visa facilitar a privatização de ativos estaduais de geração, disse à Reuters o diretor financeiro da elétrica, Adriano Rudek de Moura.

Essa alternativa seria uma forma de a Copel (SA:CPLE6) garantir que continuará com a hidrelétrica, mesmo com participação minoritária, uma vez que se aproxima o fim do contrato de concessão da maior usina da empresa, em 2023.

Pela medida presidencial, empresas federais, estaduais e municipais podem fechar antecipadamente a renovação por 30 anos de concessões de geração de energia que passem por processo de desestatização, inclusive com possibilidade de manutenção de uma fatia minoritária nos empreendimentos, caso desejem.

A usina Foz do Areia, localizada no Paraná, pode ter bônus de outorga entre 3 bilhões e 3,5 bilhões de reais em troca do novo período de concessão, pela renovação antecipada, disse Moura.

- Oi (SA:OIBR3)

A Oi (SA:OIBR3) planeja mais que dobrar seus investimentos no segmento corporativo (B2B) em 2020 ante 2019, afirmaram nesta quarta-feira executivos do grupo que está em recuperação judicial desde 2016.

A divisão B2B da companhia, chamada Oi (SA:OIBR3) Soluções, fornece serviços para mais de 57 mil empresas atualmente, tanto no setor público como privado.

"Não vamos tirar pé de nenhum grande projeto... A Oi (SA:OIBR3) Soluções exige investimento expressivo e nós vamos mais que duplicar esse capex para B2B em 2020", disse a jornalistas a diretora da Oi Soluções, Adriana Coutinho, durante evento da companhia na capital paulista.

A executiva não quis informar o valor investido na divisão corporativa neste ano, mas destacou que a empresa desembolsou um total de 1 bilhão de reais entre 2017 e 2019.

- JBS (SA:JBSS3)

A JBS (SA:JBSS3), maior produtora de proteína animal do mundo, planeja investir cerca de 8 bilhões de reais no Brasil nos próximos cinco anos, enquanto se prepara para atender o aumento da demanda por carne no país e no exterior, disse nesta quarta-feira o diretor-presidente da companhia, Gilberto Tomazoni.

Segundo o executivo, a despeito de fatores pontuais que elevaram os preços da carne bovina, principal produto da JBS (SA:JBSS3), como a peste suína africana, um crescimento estrutural da demanda por proteína está em andamento e deve se prolongar pelas próximas décadas, o que justifica os planos de aumento da capacidade das unidades da companhia.

"O mercado de carne bovina responde mais lentamente a esse movimento, mas está acontecendo, com bastante influência do aumento da demanda da Ásia", disse Tomazoni em entrevista à Reuters.

Segundo o executivo, esse orçamento para o período 2020-24 contabiliza apenas investimento em expansão orgânica e a maior parte dos recursos deve ser empregada para modernização e construção de novas unidades nos segmentos de aves, suínos e processados, que tendem a ampliar a participação no conjunto das receitas da JBS (SA:JBSS3) no Brasil nos próximos anos.

- Caminhões

A Volkswagen Caminhões e Ônibus espera um crescimento de 5% a 10% nas vendas do mercado de veículos pesados em 2020 no Brasil, projeção considerada como conservadora pelo presidente da companhia, Roberto Cortes.

Segundo o executivo, a companhia se surpreendeu com o crescimento de cerca de 38% registrado pelo setor até o final de outubro no país neste ano, uma vez que as projeções iniciais da empresa apontavam para dois dígitos baixos.

O foco da companhia em 2020 é seguir recuperando margens perdidas durante a crise do mercado que chegou a apresentar nível de 80% de ociosidade em 2016.

"O que vemos agora para o ano que vem é um crescimento moderado...vai ser difícil crescer menos que 5%", disse o executivo em entrevista a jornalistas.

"Estamos vendo um momento de virada da economia. Nosso setor é termômetro disso, disse Cortes, reconhecendo momento de instabilidade na América Latina atualmente, mas avanços do governo de Jair Bolsonaro na economia brasileira.

- Vale (SA:VALE3)

A mineradora brasileira Vale (SA:VALE3) pretende deixar seus complicados ativos na Nova Caledônia, mas ainda assim deseja alavancar sua produção de níquel, diante da crescente demanda por baterias elétricas, disseram executivos da companhia nesta quarta-feira.

Os planos para desinvestimento das operações de níquel na Nova Caledônia vem após a Vale (SA:VALE3) afirmar no mês passado que reduziu os níveis esperados de produção ao longo da vida útil remanescente da mina e registrará um impairment de cerca de 1,6 bilhão de dólares no quarto trimestre.

Há um ano, a maior produtora de níquel do mundo havia revelado planos para investir 500 milhões de dólares na mina, após não obter sucesso na busca por um parceiro para a operação.

Nesta quarta-feira, porém, o diretor financeiro da empresa, Luciano Siani, disse que a Vale (SA:VALE3) decidiu deixar a operação, que foi afetada por contratempos técnicos, vazamentos de produtos químicos e violentos protestos.

- Saneamento

O projeto que atualiza o marco legal do saneamento básico deve ser votado no plenário da Câmara na próxima segunda-feira, afirmou o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta quarta-feira.

Questionado por um deputado da oposição, que está em obstrução ao que chama de "privatização da água", Maia negou a possibilidade de deliberação da proposta ainda nesta semana.

"Não, nesta semana, não. Segunda-feira", disse o presidente da Câmara.

O projeto prevê que contratos de concessão e contratos de programa existentes na data da publicação da lei irão permanecer em vigor até o fim do prazo contratual. Também permite que os contratos de programas já em curso possam ser convertidos em contratos de concessão, podendo ter seus prazos prorrogados por uma única vez, na intenção de amortizar investimentos.

AGENDA DE AUTORIDADES

- Jair Bolsonaro

O presidente da República inicia a quinta-feira com reunião bilateral com o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, participando em seguida da recepção dos Chefes de Delegação da LV Cúpula do Mercosul e Estados Associados, antes do início da reunião Plenária da LV Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados.

- Paulo Guedes

- Reunião bilateral do presidente da República, Jair Bolsonaro, com o presidente da República do Paraguai, Mario Abdo Benítez;

- LV Cúpula de chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados

- Cerimônia de assinatura de atos.

*Com Reuters