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BB-BI vê melhora do cenário macro puxando crescimento do setor de bens de capital

10/12/2019 15h05

O Banco do Brasil Investimentos (BB-BI) espera que o setor de bens de capital, depois de um novembro positivo, registra um desempenho fraco na parte operacional no último mês do ano dada a sazonalidade do negócio. Já para o desempenho no mercado de capitais, este vai depender fortemente das notícias advindas do exterior, principalmente em razão de guerra comercial, crescimento econômico global, novo governo argentino e dados macroeconômico chinês.

Em relatório enviado a cliente nesta terça-feira, os analisas destacaram que esperam que internamente, qualquer notícia positiva com relação à agenda governamental poderá impor pressões positivas nos papéis, contribuindo para maior valorização.

O BB-BI aponta que, em novembro, as ações das empresas responderam ao contexto positivo do exterior, especialmente com relação à amenização nos discursos de ambas as autoridades chinesa e norte americanas no que tange a guerra comercial. Eles lembram que além disso, algumas empresas sediaram suas reuniões anuais com analistas e investidores, trazendo suas visões para 2020, o que agradou o mercado, em geral.

Assim, com exceção da ROMI3 (SA:ROMI3) que apreciou ao mesmo nível do Ibovespa, realizando parte dos lucros adquiridos em outubro, todas as ações das empresas no setor desempenharam acima do índice doméstico, com destaque para WEGE3 (SA:WEGE3) que já subiu 89% em 2019.

O documento aponta ainda que último relatório Focus do Bacen (09/12) elevou as projeções para o PIB 2019e para 1,10% dos 0,99% anteriormente e para 2020e para 2,24% (ante os 2,20%). Com a economia doméstica brasileira avançando ou mesmo as expectativas melhorando, as intenções de investimentos também respondem e grandes projetos começam a sair do papel, contribuindo para impulsionar o segmento de Bens de Capital.

Os analistas entendem que a produção industrial brasileira avançou 0,8% em outubro, terceiro mês consecutivo de crescimento, de acordo com o IBGE. Contudo, foi vista a produção de bens de capital retraindo 0,3% m/m. Já os Bens intermediários subiram 0,3%, enquanto bens de consumo avançou 1,1% m/m refletindo a preparação para a temporada de festividades.

Em novembro, a WEG (SA:WEGE3) teve alta de 19,3%, com o melhor desempenho do setor em novembro, seguida de Iochpe-Maxion (SA:MYPK3) (+11,00%), Randon (SA:RAPT4) (+4,3%), Tupy (SA:TUPY3) (+3,0%), Frasle (+1,1%) e Romi (SA:ROMI3) (+0,9%).