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ABERTURA: Ibov futuro abre em alta após princípio de acordo entre EUA e China

16/12/2019 09h14

A segunda-feira começa com valorização para o índice Ibovespa Futuros de 0,47% aos 113.050 pontos, com o dólar comercial recuando 0,40% a R$ 4,0917. A sessão deve ser mais uma vez marcada com a repercussão dos mercados com o princípio da primeira fase do acordo comercial entre Estados Unidos e China, bem como seus primeiros detalhes. Por aqui, a semana será marcada pela inflação e juros, com as divulgações, amanhã, da ata da reunião de juros da semana passada do Banco Central e, na quinta-feira, do Relatório Trimestral de Inflação para o quarto trimestre..

­- Cenário Interno

Inflação - FGV

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) subiu 1,69% em dezembro com forte alta dos preços no atacado e terminou o ano com avanço acumulado de 6,39%, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

O índice mostrou forte aceleração depois de ter subido 0,19% em novembro.

No mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, acelerou a alta a 2,26%, de 0,25% em novembro, subindo em 12 meses 7,70%.

Os preços das Matérias-Primas Brutas deixaram para trás a queda de 0,36% em novembro e passaram a subir neste mês 4,12%, com influência principalmente de minério de ferro, bovinos e café em grão.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, acelerou a alta a 0,75% neste mês, contra variação positiva de 0,03% antes, fechando o ano com avanço acumulado de 3,68%.

O destaque em dezembro foi o grupo Alimentação, que havia caído 0,07% em novembro e passou a subir 1,47%, sob pressão das carnes bovinas.

A alta do Índice Nacional de Custo da Construção-10 (INCC-10), por sua vez, desacelerou a 0,06% em dezembro, contra 0,20% no período anterior, acumulando em 12 meses avanço de 4,11%.

- Cenário Externo

Economia Chines

O crescimento dos setores industrial e de varejo da China superaram as expectativas em novembro, conforme o suporte do governo impulsionou a demanda na segunda maior economia do mundo e em meio ao alívio das hostilidades comerciais com os Estados Unidos.

A divulgação dos dados nesta segunda-feira acontece após firmes sinais de progresso nas negociações comerciais entre EUA e China no fim de semana após os dois países anunciarem a "fase um" de um acordo comercial que vai quase dobrar as exportações dos EUA para a China.

Entretanto, o crescimento nos setores de infraestrutura e imobiliário, ambos importantes motores do crescimento, permaneceu fraco em novembro, destacando importantes desafios para Pequim em seu esforço de estabilizar o desempenho econômico no próximo ano.

A produção industrial subiu 6,2% em novembro sobre o ano anterior, mostraram dados da Agência Nacional de Estatísticas, superando a expectativa de 5,0% em pesquisa da Reuters e acelerando ante 4,7% em outubro. Também foi a expansão mais rápida em cinco meses nessa base de comparação.

Acordo China x EUA

A China suspendeu tarifas adicionais sobre alguns bens americanos que deveriam ser implementadas em 15 de dezembro, disse a comissão de tarifas alfandegárias do Conselho Estatal neste domingo, depois de as duas maiores economias do mundo acordarem a "fase um" de um acordo comercial nesta sexta-feira.

O acordo, cujos vazamentos e rumores em torno dos entendimentos agitaram os mercados mundiais durante meses, reduz algumas das tarifas americanas em troca do que autoridades americanas dizem que seria um grande salto em compras chinesas de produtos agrícolas americanos e outros bens.

Tarifas retaliatórias da China, que entrariam em vigor neste domingo, tinham como alvo uma lista de produtos que inclui de milho e trigo a veículos e peças de carros produzidos nos EUA.

Zona do euro

O crescimento empresarial da zona do euro permaneceu lento em dezembro, com uma fraca demanda externa exacerbando a contração na indústria e compensando a leve aceleração na atividade de serviços.

O PMI Composto preliminar para a zona do euro do IHS Markit permaneceu em 50,6 em dezembro, contra expectativa de 50,7 em pesquisa da Reuters. Dado acima de 50 indica crescimento. O PMI do dominante setor de serviços subiu para a máxima de quatro meses de 52,4 ante 51,9 em novembro, e acima da expectativa de 52,0.

Mas o setor industrial da zona do euro tem mostrado dificuldade ao longo do ano, com a atividade contraindo pelo 11º mês seguido em dezembro. O PMI da indústria caiu a 45,9 de 46, em novembro e expectativa de 47,3.

Argentina

A Argentina elevou a tributação sobre exportações agrícolas, a principal fonte de divisas do país, neste sábado tendo como objetivo impulsionar as receitas do governo antes de esforços para reestruturar sua dívida de cerca de 100 bilhões de dólares em títulos e empréstimos.

Com o governo combalido fiscalmente tendo à frente vencimentos importantes de dívida em 2020, o setor agrícola estava esperando um aumento na taxação das exportações de produtos como soja, milho e trigo.

"Tendo em conta a grave situação que atravessam as finanças púbicas, é necessária a adoção de medidas urgentes de caráter fiscal que permitam atender, ao menos parcialmente, os desembolsos orçamentários com recursos genuínos", disse o decreto que estabeleceu as mudanças na taxação.

BOLSAS INTERNACIONAIS

Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,29%, a 23.952 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,65%, a 27.508 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,56%, a 2.984 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,49%, a 3.987 pontos.

A segunda-feira é marcada por otimismo para os mercados da Europa. Em Frankfurt, o DAX opera com ganhos de 0,59% aos 13.361 pontos, enquanto que em Londres, o FTSE soma 2,18% aos 7.513 pontos. Já em Paris, o CAC avança 0,92% aos 5.973 pontos.

COMMODITIES

A jornada que abre a terceira semana de dezembro foi marcara por desvalorização nas cotações dos contratos futuros do minério de ferro, que são transacionados na bolsa de mercadorias da cidade de Dalian, na China. O ativo com o maior volume de negócios, com data de vencimento para maio do próximo ano, encerrou com perdas de 0,84% a 645,50 iuanes por tonelada, o que representa uma variação de 5,50 iuanes em relação ao valor de liquidação da sessão anterior, que foi de 651,00 iuanes/t.

No mesmo sentido, a segunda-feira foi de retração nos preços dos papéis futuros do vergalhão de aço, que são negociados na bolsa de mercadorias da cidade chinesa de Xangai. O contrato de maior liquidez, com entrega para maio de 2020, cedeu 44 iuanes para 3.480 iuanes por tonelada. Já o de janeiro, segundo em negócios, cedeu 36 iuanes para 3.697 iuanes/t.

No caso do petróleo, os preços na parte inicial dos negócios estão perto da estabilidade. Em Londres, o barril do tipo Brent soma 0,05%, ou US$ 0,03, a US$ 65,25. Já em Nova York, o WTI recua 0,10%, ou US$ 0,06, a US$ 59,92.

MERCADO CORPORATIVO

Setor Elétrico

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tem sofrido forte pressão de políticos nos últimos meses, em uma tensão que chegou ao ápice na última terça-feira, durante reunião pública semanal da diretoria do órgão regulador.

Parlamentares da bancada de Rondônia atacaram diretores e servidores da agência em meio à discussão do reajuste nas contas de luz da empresa que atende o Estado, a Energisa (SA:ENGI4), que também foi alvo, o que gerou uma reação no setor e levou uma importante associação de investidores a divulgar uma nota de repúdio.

O deputado federal Mauro Nazif (PSB-RO) chamou representantes da Energisa (SA:ENGI4) de "ladrões", enquanto acusou a Aneel e seus funcionários de "covardia" e de serem "totalmente parciais" no debate.

"Vocês estão querendo trabalhar lascando os outros? Trabalhar apunhalando as pessoas?", questionou ele, aos gritos, o que paralisou por alguns minutos a reunião do regulador.

Transportes

O governo federal planeja promover 44 leilões de concessões na área de transportes no próximo ano, com a meta de atrair 101 bilhões de reais em investimentos em rodovias, ferrovias, aeroportos e portos, afirmou o Ministério da Infraestrutura, nesta sexta-feira.

Em entrevista à imprensa, o ministro Tarcísio de Freitas citou como alguns dos destaques da carteira os leilões das ferrovias de Fiol e Ferrogrão, as concessões das rodovias Nova Dutra e BR-153 e as de 22 aeroportos, que serão divididos em três blocos.

Ao comentar o interesse dos investidores estrangeiros pelo que chamou de "um dos maiores programas de concessão do mundo", o ministro afirmou que o nicho de atuação no Brasil diverge de país para país, mas é a China que tem demonstrado o apetite mais abrangente.

"Os italianos estão olhando muito rodovia, os alemães estão olhando ferrovias e os chineses estão olhando tudo", afirmou o ministro, que tem feito uma série de "roadshows" no exterior para promover a carteira de concessões.

Startups

A equipe econômica do governo Jair Bolsonaro finaliza um novo marco legal para startups e poderá enviar na próxima semana ao Congresso o projeto, que prevê flexibilizações e simplificações para estimular essas empresas no país, afirmaram duas fontes com conhecimento direto do assunto.

Ambas falaram à Reuters em condição de anonimato.

Segundo uma delas, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem chamado a atenção para um dos pilares do projeto: que essas empresas, caracterizadas por serem iniciantes e por operarem sob bases tecnológicas, sejam constituídas como Sociedades Anônimas (SA), mas num modelo mais simples e mais barato do que o existente hoje.

A avaliação é que as SA dão mais proteção a seus investidores e que a mudança nesse sentido poderá fomentar o financiamento aos negócios das startups.

Entre os tópicos abordados pelo projeto, estão ainda mudanças referentes a regulações trabalhistas. Em outra frente, o governo também quer ver as empresas nas compras públicas, com as startups passando a fornecer inovação ao Estado. O projeto irá pavimentar o caminho para que isso aconteça.

Proteína Animal

prioridade do setor agropecuário do Brasil é o abastecimento interno, disse nesta sexta-feira a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, segundo uma nota publicada pelo ministério em um momento em que o país tem batido recordes de exportação de carnes e milho.

"Nosso mercado é sempre muito importante, a segurança que a gente tem que dar para nossa sociedade, para os brasileiros", disse a ministra, de acordo com nota da pasta, que não citou um produto específico.

A nota do ministério ainda diz que "a prioridade do setor agropecuário é abastecer o mercado brasileiro e depois atender a demanda externa". No mesmo comunicado, a ministra também diz que é sempre "muito boa essa possibilidade" das exportações.

Banco BV

O banco BV (ex-Banco Votorantim) anunciou anunciou nesta sexta-feira que renovou por mais 10 anos uma parceria com a fintech de crédito estudantil Pravaler.

O acordo estende até 2029 a vigência do acordo inicial de três anos, firmado em 2016, com validade de quatro anos. Segundo o BC, o acordo já desembolsou cerca de 50 milhões de reais para financiar cursos superiores para mais de 5 mil pessoas.

De acordo com o comunicado, os sócios enxergam uma grande oportunidade de expansão, já que hoje mais de 500 instituições de ensino superior no país subsidiam parcial ou integralmente os juros dos parcelamentos feitos pelos alunos.

AGENDA DE AUTORIDADES

- Jair Bolsonaro

A agenda pública do presidente da República começa na parte da tarde com um encontro como o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em seguida, se reúne com Davi Alcolumbre, Presidente do Senado Federal; e Pedro Guimarães, Presidente da CAIXA.

O dia chega ao fim com um encontro com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

- Paulo Guedes

- Reunião geral de secretários do Ministério da Economia;

- Almoço com os secretários especiais;

- Reunião com o presidente da República, Jair Bolsonaro.