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Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) emite recomendações atualizadas de tratamento para Artrite Reumatoide

Sociedade Brasileira de Reumatologia - SBR

Os dados abaixo são de responsabilidade das empresas envolvidas e não são produto jornalístico do UOL

Brasil conta com as mais avançadas terapias para tratamento de Artrite Reumatoide (AR), doença crônica, autoimune e que pode levar à incapacidade física; acomete homens e mulheres e os primeiros sintomas podem surgir nos anos mais produtivos, entre 30 e 40 anos de idade. O seu diagnóstico pode levar até 400 meses (mais de 33 anos) entre o surgimento dos primeiros sintomas e a identificação da doença, como revela levantamento da SBR, realizado nos últimos dois anos, em 11 centros públicos. SÃO PAULO, 18 de julho de 2017 /PRNewswire/ -- A Sociedade Brasileira de Reumatologia, que congrega mais de 2.500 reumatologistas e é a entidade responsável pela certificação de especialista na área, está em fase final de revisão da versão atualizada das recomendações para tratamento de pacientes com artrite reumatoide. Estima-se que a artrite reumatoide afete cerca de  até 1% da população e que, em estágios mais avançados, pode levar a hospitalizações constantes e à incapacidade física e funcional permanente. A nova versão segue alinhada com as recomendações da Organização Mundial da Saúde e com organizações médicas dos Estados Unidos e Europa.

"A conduta terapêutica brasileira tem como prioridade a saúde e o bem estar do paciente, considerando eficácia, segurança e impacto financeiro. Os pacientes, quando diagnosticados precocemente e tratados adequadamente, mantem-se produtivos no trabalho e com qualidade de vida, reduzindo custos previdenciários, hospitalares e de assistência permanente", afirma Dr. Georges Basile Christopoulos, Presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Ministério da Saúde - Segundo o documento "Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas", emitido pelo Ministério da Saúde, "o tratamento de AR deve ser iniciado o mais breve possível, uma vez que a terapia medicamentosa intensiva instituída precocemente previne danos estruturais (erosões), melhorando a capacidade funcional". Esta versão é compatível com as recomendações estabelecidas pela SBR e inclui terapias de classes diferentes, indicadas para diferentes perfis de pacientes e conforme a gravidade da doença ( https://tinyurl.com/y7emduva ).

"Até há aproximadamente 15 anos, cerca de 30% dos pacientes com artrite reumatoide não tinham tratamento; hoje, com as chamadas drogas sintetizadas quimicamente modificadoras da doença, mais os medicamentos biológicos, tratamos os diferentes perfis de paciente, com meta de diminuir a progressão da doença e da incapacidade física", diz Dr. Basile. "Sabemos que o custo é um fator importante para a sustentabilidade do tratamento; entretanto, graças ao empenho das autoridades sanitárias, no Brasil, o custo dos biológicos, que vieram atender  a esta importante parcela dos pacientes, é um dos mais baixos do mundo".

A nova edição das recomendações de tratamento de AR pela SBR, a ser lançada no início de agosto, será encaminhada aos técnicos do Ministério da Saúde.

Estudo de Vida Real – Resultados preliminares do estudo "AR no Brasil: Um estudo de Vida Real", com mais de 1.000 pacientes, de 11 centros públicos de saúde, de oito estados brasileiros, indicam que um dos principais obstáculos para o paciente de AR é o diagnóstico tardio, que pode demorar 400 meses (mais de 30 anos) entre os primeiros sinais e o início do tratamento adequado. "Este atraso no diagnóstico pode explicar a grande porcentagem de pacientes com atividade de doença moderada ou alta e doença erosiva", afirma Dra. Licia Maria Henrique da Mota, do Hospital Universitário de Brasília – Universidade de Brasilia, coordenadora da Comissão de AR da SBR e uma das autoras do estudo.

O estudo de vida real com pacientes de AR deverá estar concluído em meados do segundo semestre de 2017.

"AR" - A Artrite Reumatoide, doença inflamatória crônica, tem causa ainda desconhecida, mas sabe-se que acomete duas vezes mais mulheres do que homens, geralmente entre 30 e 40 anos e sua incidência aumenta com a idade. Sintomas mais comuns: dor, edema, calor e vermelhidão em qualquer articulação do corpo, sobretudo mãos e punhos. O comprometimento da coluna lombar e dorsal é raro mas a coluna cervical é frequentemente envolvida; há destruição da cartilagem articular e os pacientes podem desenvolver deformidades e incapacidade para realização de suas atividades rotineiras. Além das articulações, pode afetar outros órgãos, incluindo rins, coração, pulmão, sistema nervoso, olhos e sangue.

SOBRE A SBR – A  Sociedade Brasileira de Reumatologia – SBR é uma associação civil científica, sem fins lucrativos, fundada em 1949, com o objetivo de promover o desenvolvimento cientifico e da especialidade no Brasil. Hoje, conta com mais de 2 mil associados, distribuídos em 24 sociedades regionais estaduais e mantem assessorias e comissões científicas por áreas de especialidade, além de representações em associações nacionais e internacionais e junto ao Ministério da Saúde. A SBR é responsável pela certificação de especialistas em reumatologia, área médica que engloba mais de 100 diferentes doenças. É filiada à Associação Médica Brasileira. Para mais informações, acesse  www.reumatologia.org.br  

spmj@spmj.com.br

(11) 3289-2699

FONTE Sociedade Brasileira de Reumatologia - SBR

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