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Entenda a diferença entre investidor-anjo e fundo de investimentos

Afonso Ferreira

Do UOL, em São Paulo

O empreendedor que busca um investimento para colocar em prática o seu projeto precisa entender quais os tipos de recursos disponíveis para iniciar o seu negócio. Entre as principais fontes de recursos para empresas em estágio inicial estão os fundos de investimentos e os investidores-anjos.

Um investidor-anjo, normalmente, é ou foi um empreendedor ou um executivo de sucesso na iniciativa privada. Ele investe o capital próprio, experiência e conhecimento em empresas iniciantes e assume um papel minoritário na sociedade. Na maioria dos casos, os investimentos são feitos em grupo, o que diminui o risco de prejuízo, e o valor pode chegar até R$ 1,5 milhão.

O fundo de investimentos funciona da mesma forma, traz expertise e capital, porém os investidores não participam da rotina da empresa. O fundo recebe o dinheiro dos investidores e um grupo de gestores acompanha o andamento do negócio.

Sem milagres

O investidor é ‘anjo’, não santo. Ele não faz milagre, quem põe o projeto em prática é o empresário

Cassio Spina, criador da Anjos do Brasil

O principal alvo destes investidores são empresas inovadoras, seja no produto, no processo de produção ou no gerenciamento. O negócio precisa ter um potencial de crescimento rápido, demanda crescente e ser escalável, ou seja, que possa expandir sem a participação de especialistas na área ou maiores investimentos.

Por isso, o criador da Anjos do Brasil e investidor-anjo, Cassio Spina, ressalta que a execução da ideia por parte do empreendedor é fundamental para o sucesso do negócio. "O investidor é ‘anjo’, não santo. Ele não faz milagre, quem põe o projeto em prática é o empresário."

Nos dois casos, a figura do investidor traz como vantagem mais credibilidade à empresa. A relação com fornecedores, bancos e clientes torna-se facilitada e as decisões passam por mais avaliações antes de serem colocadas em prática. "O compartilhamento de ideias entre os consultores e o empreendedor melhora em até 95% o processo de tomada de decisões", afirma Francisco Jardim, gestor do Criatec-SP.

Ter um único investidor-anjo pode trazer outras desvantagens, além do capital reduzido. Ele pode mudar de ideia em determinados momentos e a empresa fica mais suscetível a alterações de humor. Quando o investimento é feito em grupo, este risco é menor.

Como o fundo de investimentos é formado por gestores e investidores, as alterações individuais de humor quase não tem impacto sobre o negócio, mas a modalidade tem uma burocracia maior. Todas as decisões têm de ser discutidas em grupo e passar por análises. É um processo mais demorado.

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