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Confecções de MG aumentam em 20% produção de lingerie tamanho grande

Larissa Coldibeli

Do UOL, em São Paulo

24/04/2013 06h00

A cidade de Juruaia (MG) concentra mais de 160 empresas fabricantes de lingeries. Todas aumentaram em torno de 20% a produção específica de peças tamanho grande nos últimos dois anos, segundo Tânia Mara Rezende, presidente da Aciju (Associação Comercial e Industrial de Juruaia).

“Uma característica local é a produção ligada à moda. As empresas seguem as tendências em cores, tecidos e modelos que estão em alta e isso é levado para as coleções produzidas para as gordinhas. As peças fogem do bege sem graça e abusam de bordados, rendas, cores e estampas”, afirma Rezende.

Ela diz que o mercado é bastante promissor e ainda oferece oportunidade para quem quer investir na fabricação de lingerie tamanho grande. Outro atrativo, segundo a especialista, é que essas clientes não se incomodam em pagar mais quando encontram uma peça que gostam.

Por isso, muitos fabricantes de lingerie da região que estão há anos no mercado começaram a criar linhas específicas para esse público.

"É uma cliente carente de novidades e que não se preocupa em pagar mais quando gosta de uma peça porque sabe o quanto é difícil encontrar algo que realmente lhe agrade. A cidade aproveitou esse nicho de mercado, ampliou a produção para atender a esse público e vem investindo bastante”, declara.

É o caso do empreendedor Norton Koussei Sato, da Pitanga Nativa, marca especializada em lingeries tamanho grande. Em novembro de 2011, ele deixou o cargo de gerente agropecuário em uma fazenda de Minas Gerais e investiu R$ 300 mil para entrar no ramo.

“Para ganhar mercado, eu tinha de trabalhar de forma diferenciada, por isso escolhi a criação de uma linha específica para o consumidor interessado em comprar peças de tamanho grande. É um segmento em expansão e carente de variedade e modelos”, afirma.

Há, ainda, empreendedores que resolveram entrar nesse mercado motivados pela dificuldade em encontrar  lingerie sexy e que vestisse bem quem está acima do peso. É o caso da empresária de Brasília (DF) Andrea Vasques, 42, que abriu uma loja para vender lingerie e moda praia, que inclui biquínis, maiôs e saídas de praia, para gordinhas. 

O mercado de roupas de tamanho grande movimenta anualmente cerca de R$ 4,5 bilhões no Brasil. Isso representa cerca de 5% do faturamento total do setor de vestuário em geral, que hoje ultrapassa os R$ 90 bilhões, segundo a Abravest (Associação Brasileira do Vestuário).

O crescente número de pessoas com sobrepeso no Brasil faz desse segmento uma boa oportunidade de negócio, segundo especialistas. Dados do IBGE apontam que praticamente metade dos adultos está acima do peso (51% dos homens e 48% das mulheres).