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Fundo imobiliário é opção para investir sem ter de comprar uma casa

SAIBA COMO COMPRAR UM IMÓVEL

Alexandra Penhalver

Do UOL, em São Paulo

20/05/2013 06h00

Considerado de risco comparável ao de ações na Bolsa de Valores, os fundos de investimento imobiliário são opção para quem busca resultados de longo prazo e deseja investir em imóveis sem ter de comprá-los e gerenciá-los.

"É um investimento de alto risco, e precisamos trabalhar no aprendizado do investidor", afirma o gestor de fundos imobiliários do banco Itaú, Carlos Martins. "Mas este é um investimento sólido e sempre há o produto certo para o investidor certo".

No Brasil desde 1993, é considerado um investimento jovem no mercado, mas cresceu muito nos últimos dois anos. Hoje há 100 mil cotistas que investem em fundos de empreendimentos imobiliários residenciais e comerciais no país. A maioria dos investidores é de pessoas físicas.

Os fundos imobiliários correspondem a 20% dos investimentos na Bolsa de Valores.

Todo fundo imobiliário tem um gestor que o administra. O registro do fundo é obrigatório na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e informações sobre cada fundo podem ser obtidas na internet.

Localização do imóvel (elemento mais importante), infraestrutura pública (transporte, bom acesso viário), vagas na garagem, elevador e conforto são itens que devem ser levados em conta pelo futuro investidor.

Se o empreendimento está em um bairro bem localizado e de fácil acesso, tem chance maior de estar sempre ocupado.

"O Fundo imobiliário é indicado para quem aposta na valorização imobiliária futura e pode contar com o gestor do fundo, que faz o papel do especialista e identifica a melhor opção do mercado para investir", afirma o professor da Business School São Paulo (BSP) Fernando Fleury.

É preciso diversificar a carteira de investimento em imóveis

Fleury destaca vantagens e desvantagens do fundo imobiliário. Segundo ele, o gestor do fundo é um especialista que vai cuidar do negócio, analisar riscos e saber em quais papéis investir.

Ele diz que há grandes oportunidades de negócio só encontradas nesse mercado, e isso ajuda a diversificar o risco e investir em diferentes frentes.

"Mas é preciso ficar atento com os gastos de taxas de administração (de 1% a 2% ao ano), que reduzem o ganho, e o investimento não deve ser encarado como fonte de renda fixa, pois esse mercado é sujeito a riscos", declara. Segundo ele, uma taxa de até 1% é aceitável.

Antes de decidir investir, é importante buscar muita informação e conhecer os três tipos de fundo imobiliário. Os fundos de investimento em títulos imobiliários têm menor risco de instabilidade (altos e baixos nos ganhos).

Os fundos de renda de aluguel, que correspondem à maior fatia do mercado, têm risco médio.

Ainda pouco disponível no Brasil, o fundo de desenvolvimento imobiliário tem um período predeterminado para existir. Negocia os papéis durante a construção do empreendimento. O lucro principal vem da venda do imóvel na entrega da obra. Este tem o maior risco, mas pode ter retorno mais alto.

A rentabilidade do investidor depende do tipo e do contrato do fundo imobiliário. Nos fundos de renda de aluguel, o retorno costuma ser mais constante, mas está sujeito aos mesmos riscos do mercado imobiliário, como o imóvel ficar vazio por um período.

O retorno do investimento em títulos imobiliários e em fundo de desenvolvimento imobiliário não é tão constante, mas a rentabilidade pode ser maior, assim como os riscos.

Não há valor predefinido para ser recebido por mês, como os aluguéis, e a renda do investidor vai depender da valorização ou desvalorização dos papéis do fundo.

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