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Índice de sobrevivência de micro e pequenas empresas aumenta no país

Afonso Ferreira

Do UOL, em São Paulo (SP)

10/07/2013 14h12

O índice de sobrevivência de micros e pequenos negócios nos primeiros dois anos de atividade avançou 0,5%, de acordo com censo divulgado pelo Sebrae Nacional (Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa) nesta quarta-feira (10).

A taxa –que era de 75,1%, em 2008– passou para 75,6%, em 2009. Isso equivale a dizer que a cada cem novas empresas abertas no país, 76 conseguem ficar mais de dois anos no mercado, segundo o Sebrae Nacional.

O desempenho brasileiro é superior ao de países europeus, como Espanha (69%), Itália (68%), Portugal (51%) e Holanda (50%).

Na divisão por ramo de atividade, a indústria alcançou o maior índice. 79,9% das novas empresas do setor sobrevivem ao segundo ano de atividade. Em seguida, aparecem comércio (77,7%), construção civil (72,5%) e serviços (72,2%).

“No caso da indústria, as empresas sobrevivem mais porque exigem um nível de preparação e planejamento maior. Diferente do comércio e do serviço em que o negócio pode começar meio amador e ir se acertando ao longo do tempo”, afirma o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barreto.

Sudeste lidera índice de sobrevivência

Já na comparação por regiões do país, o Sudeste tem o melhor índice, 78,2%, acima, inclusive, da média nacional.

Em segundo lugar, vem a região Sul, com taxa de sobrevivência de 75,3%. Centro-Oeste (74%), Nordeste (71,3%) e Norte (68,9%) tiveram desempenho mais modestos.

“O Sudeste é a região mais desenvolvida do país. As empresas que surgem aqui têm um nível de amadurecimento maior devido ao acesso facilitado a novas tecnologias e logística”, declara Barretto.

O censo do Sebrae Nacional analisou dados do cadastro de empresas da Receita Federal, com base nos anos de 2007 a 2010.