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Maioria das empresas que pediram 'concordata' evitou falência; lembre casos

Do UOL, em São Paulo

01/11/2013 06h00

A maioria das grandes empresas brasileiras que entraram com pedido de recuperação judicial (antiga concordata) nos últimos anos conseguiu evitar a falência. É o que mostra um estudo do banco Goldman Sachs. O estudo considera pedidos feitos depois da entrada em vigor da Lei de Falência, de 2005.

Nesta quarta-feira (31), a petroleira OGX, do empresário Eike Batista, entrou com pedido de recuperação judicial.

"Considerando as perspectivas e a demonstração de viabilidade do negócio, acredito que os credores vão ver que projeto de recuperação é viável", afirmou o advogado Sérgio Bermudes, que protocolou o pedido no Rio de Janeiro.

Baseando-se nos resultados alcançados por outras grandes empresas brasileiras nos últimos anos, o advogado tem motivos para estar otimista.

De dez empresas, duas foram à falência

Os analistas do Goldman Sachs listaram, no total, dez das maiores empresas que entraram com o pedido desde fevereiro de 2005: Celpa, Grupo Rede, Varig, Vasp, Parmalat, Eucatex, Frigorífico Independência, Grupo Agrenco Brasil, Infinity Bio-Energia e Leon Heimer.

Dessa lista, apenas a companhia aérea Vasp e a processadora de soja Agrenco tiveram a falência decretada. A da Vasp foi em 2008; a da Agrenco, em agosto deste ano.

Outras duas empresas da lista conseguiram se recuperar totalmente: a Eucatex, da família Maluf, produtora de pisos, tintas e painéis, e a Leon Heimer, produtora de equipamentos elétricos.

Fusões e aquisições foram o destino das outras seis companhias. A distribuidora de energia Grupo Rede está sendo negociada com a Energisa. Do mesmo setor, a Celpa foi adquirida pela Equatorial. A Infinity, produtora de açúcar e etanol, foi comprada pelo Grupo Bertin.

O Grupo JBS comprou os ativos do Frigorífico Independência. Já a parte financeiramente saudável da companhia aérea Varig foi para as mãos da Gol.

A marca Parmalat foi adquirida pela Laep Investimentos e hoje pertence à LBR --que também está, atualmente, em processo de recuperação judicial, e já teve seu plano aprovado pelos credores.

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