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Após Grendene e Boticário, fundador da Wizard entra em lista de bilionários

Jorge Araujo/Folhapress
Carlos Wizard Martins, fundador da rede Wizard, entra para a lista de bilionários da revista "Forbes" Imagem: Jorge Araujo/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

17/01/2014 17h51

Depois dos empresários Miguel Krigsner, dono da rede de cosméticos O Boticário, e Alexandre Grendene, proprietário da Grendene, foi a vez do brasileiro Carlos Wizard Martins, fundador da rede de ensino de idiomas Wizard, entrar para a lista mais recente dos bilionários da revista “Forbes”. Todas essas inclusões foram feitas em uma semana.

Ele conseguiu essa inclusão depois de vender sua participação no Grupo Multi, a maior rede de ensino de idiomas para adultos do Brasil, para a britânica Pearson, por US$ 720 milhões (R$ 1,7 bilhão).

Na semana passada, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra do Grupo Multi, sem restrições.

O grupo de mídia e educação britânico anunciou em dezembro do ano passado que havia fechado um acordo para comprar o Grupo Multi, que detém as marcas Wizard, Skill, Alps, Yázigi, Microlins e Quatrum, por 440 milhões de libras (R$ 1,7 bilhão), sem incluir dívida da empresa brasileira.

A compra da Multi ocorreu depois que a Pearson acertou em 2010 acordo para compra dos sistemas de ensino da brasileira SEB (Sistema Educacional Brasileiro) e de controle indireto na empresa em uma operação de R$ 613 milhões.

Além de ter investido nas escolas de idiomas, Martins é proprietário de 95% da Vale Presente, a única instituição não-bancária brasileira autorizada a emitir cartões de bandeira Mastercard e a fazer investimentos imobiliários. Ele também possui a Akatus (serviço de pagamento semelhante ao Paypal).

De origem humilde, com pai ex-motorista de caminhão e mãe costureira, Martins deixou um emprego estável em uma empresa multinacional e arriscou todo o dinheiro que tinha na época para fundar uma escola de idiomas que se tornou o Grupo Multi.

Grendene e O Boticário

O dono de O Boticário, Miguel Krigsner, tem uma fortuna estimada em US$ 2,7 bilhões, segundo a revista. Ele fundou a empresa nos anos 70 na cidade de São José dos Pinhais, no Paraná, junto com seu genro Artur Grynbaum, e a tornou a segunda maior empresa de cosméticos do Brasil, atrás apenas da Natura.

Com 3.600 lojas em todo o Brasil, a loja cresceu oito vezes a sua receita anual e espera fechar as vendas de 2013 em US$ 3,4 bilhões (R$ 8 bilhões), 20% a mais do que em 2012.

Já o empresário Alexandre Grendene Bartelle, fundou a empresa em 1971 com o irmão Pedro Grendene Bartelle, na cidade de Farroupilha (RS). De acordo com a "Forbes", Alexandre Grendene possui um patrimônio de US$ 1,4 bilhão.

Sua fortuna não se restringe apenas à marca de calçados, da qual possui uma participação de 41%. Além disso, o empresário também possui 40% da fabricante de móveis, além de participação em hotéis, cassinos - fora do Brasil - e na produção de açúcar.

Analistas destacam a notoriedade da supermodelo Gisele Büdchen, garota propaganda da sandália "Ipanema", como ponto essencial para atingir clientes de maior renda tanto no Brasil quanto no exterior.

 

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