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Mercado corta projeção do PIB pela 10ª semana e vê país crescendo 0,86%

Do UOL, em São Paulo

04/08/2014 08h39Atualizada em 04/08/2014 08h45

Economistas das principais instituições financeiras do país cortaram a projeção para o crescimento da economia pela décima semana seguida, além de terem piorado a avaliação para a inflação.

Os dados divulgados nesta segunda-feira (4) são coletados semanalmente pelo Banco Central para produzir o Boletim Focus.

A previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 0,9% na semana passada para 0,86% nesta semana, o décimo recuo seguido. Esta é novamente a pior projeção no ano até agora.

A previsão para inflação, que tinha caído na semana passada, teve novo recuo, indo de 6,41% para 6,39%. O último dado da inflação oficial, a prévia de julho, apontou para uma desaceleração na alta dos preços.

O governo trabalha com uma meta de inflação de 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo (ou seja, a margem vai de 2,5% a 6,5%).

A previsão para a Selic, taxa básica de juros, foi mantida em 11%; a projeção para a cotação do dólar também ficou inalterada, em R$ 2,35.

Na ata da última reunião de política monetária, o BC afirmou que vê a inflação desacelerando no longo prazo, sem a necessidade de alterar a taxa básica de juros.

Inflação deve diminuir em 2015, e país vai crescer mais

A projeção para a inflação em 2015 aumentou em relação à semana passada, mas ainda está mais baixa do que o previsto para este ano, segundo o relatório Focus. A projeção subiu de 6,21% na semana passada para 6,24% nesta semana.

A previsão para o crescimento da economia foi mantida em 1,5%, bem acima dos 0,86% previstos para este ano. A estimativa é de que a Selic, a taxa básica de juros, feche o ano que vem a 12%; e o dólar fique em R$ 2,50.

Entenda o que é o boletim Focus

Toda segunda-feira, o Banco Central (BC) divulga um relatório de mercado conhecido como Boletim Focus, trazendo as apostas de economistas para os principais indicadores econômicos do país.

Mais de cem instituições são ouvidas e, excluindo os valores extremos, o BC calcula uma mediana das perspectivas do crescimento da economia (medido pelo Produto Interno Bruto, o PIB), perspectivas para a inflação e a taxa de câmbio, entre outros.

Mediana apresenta o valor central de uma amostra de dados (desprezando os menores e os maiores valores).

(Com Reuters)

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