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Com dólar caro, gasto de brasileiros no exterior cai 46% em agosto

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Imagem: Shutterstock

Do UOL, em São Paulo

22/09/2015 10h44Atualizada em 21/12/2015 12h15

Os brasileiros gastaram em viagens internacionais um total de US$ 1,263 bilhão em agosto, uma queda de 46,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando os gastos com turismo no exterior tinham sido de US$ 2,35 bilhões.

De janeiro a agosto, essas despesas somaram US$ 12,879 bilhões, contra US$ 17,201 bilhões em igual período do ano passado, o que representa queda de 25,1%. 

Os números são do Banco Central (BC) e foram divulgados nesta terça-feira (22).

O recuo dos gastos de brasileiros no exterior deve-se ao dólar mais alto, que encarece as passagens e as diárias de hotéis calculadas em moeda estrangeira.

Nesta terça, a cotação da moeda norte-americana passou de R$ 4 pela primeira vez na história. Como a sessão ainda está acontecendo, o dólar pode fechar abaixo desse valor.

Analistas do mercado financeiro projetam que o dólar encerrará este ano cotado a R$ 3,86.

Gasto de estrangeiro no Brasil cai 11,6%

Já os turistas estrangeiros gastaram US$ 436 milhões no Brasil em agosto, uma queda de 11,6% em relação a agosto do ano passado, quando gastaram US$ 493 milhões. 

Com isso, a conta de viagens internacionais (receitas menos despesas) ficou negativa em US$ 827 milhões no mês passado, mas melhorou 55% em relação a agosto de 2014, quando tinha sido negativa em US$ 1,857 bilhão.

No acumulado de janeiro a agosto, essa conta com viagens está negativa em US$ 9,032 bilhões, contra US$ 12,339 bilhões vistos em igual período do ano passado, uma melhora de 26,8%.

Nova metodologia do BC

Em abril, o BC adotou nova metodologia internacional para medir as contas externas.

Dentro da conta de serviços, onde estão os gastos com viagens, o BC passou a apresentar novas linhas, como serviços de propriedade intelectual (antigos royalties), e telecomunicações, computação e informações, que capta despesas com software, por exemplo.

A nova nota também traz outros serviços --pesquisa, desenvolvimento, publicidade, engenharia, arquitetura, limpeza e despoluição--, e serviços culturais, pessoais e recreativos.

(Com agências)

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