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Comissão do Senado aprova Goldfajn para o BC; plenário ainda tem de votar

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou o nome de Ilan Goldfajn, indicado pelo presidente interino, Michel Temer, para ocupar a presidência do Banco Central. A aprovação foi por 19 votos a favor e oito contrários.

Ele foi sabatinado pela comissão desde o período da manhã desta terça-feira (7). 

A nomeação de Goldfajn precisa ainda ser aprovada no plenário do Senado, com a participação de todos os senadores, não só os integrantes da comissão econômica.

Durante a sabatina, ele afirmou que o objetivo da sua gestão será "cumprir plenamente o centro da meta de inflação".

Queda dos juros

Durante a sabatina, Goldfajn disse que é preciso criar condições para a queda dos juros básicos da economia e que as reformas são um pilar para tanto. "Os juros vão começar a cair quando tivermos as condições para isso", afirmou.

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central começa nesta terça-feira uma reunião de dois dias para decidir os juros, na primeira decisão sobre o tema dentro do governo do presidente interino, Michel Temer. A taxa está em 14,25% ao ano desde julho do ano passado. Segundo economistas, a tendência é que a Selic seja mantida desta vez.

"Não esperamos nenhuma modificação significativa no comunicado por causa da troca no banco", disseram os economistas do Bank of America Merrill Lynch, em relatório com as projeções de juro, David Beker e Ana Madeira.

Para o fim de 2016, no entanto, as projeções apontam para queda. Segundo o último Boletim Focus, economistas consultados pelo Banco Central esperam uma taxa de 12,88% ao ano para o fim de 2016.

Goldfajn já foi diretor do BC

Goldfajn foi professor de Economia na Universidade Brandels nos Estados Unidos da América e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, diretor de institutos de debates e pesquisas em políticas econômicas e consultor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e Nações Unidas, além de economista-chefe e sócio do Banco Itaú.

Segundo a assessoria do Itaú, ele já se demitiu do banco e vendeu as ações que tinha recebido enquanto era funcionário.

(Com agências) 

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