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'Prévia' do PIB cai 0,09% em julho e acumula queda de 5,65% em um ano

Do UOL, em São Paulo

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" do PIB (Produto Interno Bruto) caiu 0,09% em julho, na comparação com o mês anterior, informou o BC nesta segunda-feira (19). A comparação é feita já descontando as diferenças sazonais entre os meses de junho e julho. Sem esse desconto, a queda foi de 0,86%.

O resultado é pior que o esperado por analistas consultados pela agência de notícias Reuters, que previam crescimento de 0,25%. 

Na comparação com julho de 2015, o indicador registrou tombo de 5,2% sem o ajuste sazonal, porque considera períodos iguais. Com ajuste, a queda foi de 3,45%.

No acumulado de 12 meses, a atividade econômica encolheu 5,65%. Descontando as diferenças sazonais, o encolhimento foi de 5,61%. 

Comércio, serviços e indústria

Em julho, o desempenho do IBC-Br foi negativamente afetado pelas vendas no comércio, que voltaram a cair, com retração de 0,3% sobre junho.

Apesar de o setor de serviços ter exibido um crescimento no volume de 0,7% e da produção industrial também ter ficado no campo positivo, surpreendendo com ligeira alta de 0,1%, o IBC-Br acabou fechando o mês em território negativo.

'Queda cada vez menor'

Para o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, o resultado fraco já era esperado.

"Mas o trimestre encerrado em julho contra o trimestre imediatamente anterior está apontando queda cada vez menor", disse à agência de notícias Reuters. Segundo ele, há sinais do fim da desaceleração acentuada da economia.

Recuperação no quarto trimestre

Em nota, o economista-chefe do banco Fator, José Francisco Gonçalves, fez análise semelhante. 

"O dado do IBC-Br corrobora nossa expectativa de um terceiro trimestre de atividade ainda em marcha ré, mas já melhor do que o segundo e com a fraca base de comparação do ano passado já exercendo alguma influência", afirmou. 

Ele acrescentou, ainda, que qualquer sinal mais evidente de reversão da atual recessão, só deve vir no último trimestre deste ano.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem dito que a expectativa do governo é de um crescimento do PIB no último trimestre deste ano.

IBC-Br

O indicador do BC é visto pelo mercado como uma antecipação do resultado do PIB. Ele é divulgado mensalmente pelo Banco Central, enquanto o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE.

O IBC-Br serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores, acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

(Com Reuters)

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