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BC corta juros pela segunda vez seguida, e taxa vai a 13,75% ao ano

Do UOL, em São Paulo

  • iStock/vasabii

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. É a segunda redução seguida da taxa. A decisão, tomada nesta quarta-feira (30), foi unânime.

Na última reunião, em outubro, o BC já havia cortado a taxa de 14,25% para 14% ao ano, a primeira queda em quatro anos. 

De 61 economistas consultados pela agência de notícias Reuters, 51 esperavam um corte para 13,75%; os outros dez apostavam num corte mais intenso, para 13,5%.

Cautela

Desde o último corte dos juros, o BC vinha indicando a inflação de serviços, ainda alta, como motivo para cautela no corte de juros. Agora, com o dólar perto dos maiores níveis em cinco meses, economistas diziam não ver razão para que o BC mudasse de postura.

O dólar subiu primeiro em reação à eleição de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, no começo do mês, e depois, na última semana, por causa da crise ministerial no Brasil. 

Um dólar mais alto dificulta o cumprimento da meta de inflação, principalmente agora que a Petrobras se comprometeu a repassar aumentos de custos mais rapidamente aos preços de combustíveis, afirmaram economistas.

Juros X Inflação

Os juros são usados pelo Banco Central para tentar controlar a inflação. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a caírem. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para estimular o consumo. 

A meta é manter a inflação em 4,5% ao ano, mas há uma tolerância de 2 pontos, ou seja, pode variar entre 2,5% e 6,5%.

A inflação mostrou aceleração em outubro, mas ainda assim, foi a menor inflação para o mês desde 2000 (0,14%). A alta de preços, no entanto, está bem acima do limite esperado: chegou a 7,87% em 12 meses, mostraram dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). 

Juros para o consumidor são mais altos

A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para outras taxas de juros (financiamentos) e para remunerar investimentos corrigidos por ela. Ela não representa exatamente os juros cobrados dos consumidores, que são muito mais altos.

Segundo os últimos dados divulgados pelo BC, a taxa de juros do cheque especial subiu em outubro e atingiu 328,9% ao ano, e os juros do rotativo do cartão de crédito ficaram em 475,8% ao ano.

(Com Reuters)

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