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Juros do cartão vão a 481,5%, pequena queda no mês, mas grande alta no ano

Do UOL, em São Paulo

Os juros do rotativo do cartão de crédito caíram no mês passado e chegaram a 481,5% ao ano, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Banco Central. 

O resultado mostra recuo de 5,2 pontos na comparação com janeiro (486,7%), mas houve aumento de 37,6 pontos em relação a fevereiro de 2016 (443,9%). 

Os juros do rotativo são aqueles cobrados quando você não paga a fatura integral do cartão. São diferentes dos juros das compras parceladas, nas quais você define o números de prestações na hora da aquisição. Esses juros do parcelado são bem mais baixos, mas ainda assim altos.

A taxa de juros do cheque especial também caiu em fevereiro, para 327% ao ano. 

A queda foi de 1,3 ponto percentual em relação a janeiro (328,3%), mas houve salto de um salto de 33,1 pontos na comparação com fevereiro de 2016 (293,9%).

Os dados são referentes apenas aos juros cobrados das famílias. Esses são números médios e podem variar para cada situação específica, porque os bancos oferecem taxas diferentes de acordo com o plano contratado pelo cliente e a relação entre eles (quem tem mais dinheiro no banco paga menos taxas).

Cortes na taxa básica de juros

Em fevereiro, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central (BC) decidiu cortar novamente a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, a 12,25% ao ano. Os juros estavam em 13%. Foi a quarta redução seguida da taxa.

A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para outras taxas de juros (financiamentos) e para remunerar investimentos corrigidos por ela. Ela não representa exatamente os juros cobrados dos consumidores, que são muito mais altos. A previsão de economistas é que haja novo corte na próxima reunião, em abril.

Desde o final de 2016 o governo vem pressionando para que os bancos reduzam os juros. Além dos sucessivos cortes na Selic, uma das medidas adotadas foi limitar o uso do rotativo do cartão a 30 dias. Com isso, os juros só poderão ser cobrados até o vencimento da fatura seguinte, e não jogados para frente como era feito. Os bancos e instituições financeiras têm até 3 de abril para se adequar às mudanças.

A ideia é que os consumidores migrem automaticamente para outra modalidade, a de cartão de crédito parcelado. 

Os reflexos desse movimento começam a ser sentidos nos juros do rotativo. Mas os dados do BC mostram que os juros do cartão de crédito parcelado, para o qual os clientes devem migrar, subiram 1,6 ponto percentual no mês passado, passando de 161,9% para 163,5% ao ano.

Outras taxas

Confira a variação de outras modalidades de crédito monitoradas pelo BC em janeiro:

  • Rotativo do cartão de crédito: de 486,7% ao ano em janeiro para 481,5% ao ano em fevereiro;
  • Cheque especial: de 328,3% ao ano em janeiro para 327% ao ano em fevereiro;
  • Cartão de crédito parcelado: de 161,9% ao ano em janeiro para 163,5% ao ano em fevereiro;
  • Crédito pessoal não-consignado: de 140,9% ao ano em janeiro para 141,9% ao ano em fevereiro;
  • Crédito renegociado: de 57,2% ao ano em janeiro para 57,5% ao ano em fevereiro;
  • Crédito pessoal consignado: de 29,6% em janeiro para 29,5% ao ano em fevereiro;
  • Compra de veículos: de 26,2% ao ano em janeiro para 25,7% ao ano em fevereiro;
  • Compra de outros bens: de 92,1% ao ano em janeiro para 93,1% ao ano em fevereiro;
  • Financiamento imobiliário: de 10,9% ao ano em janeiro para 9,1% ao ano em fevereiro.

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