Empresa promete economia de até 95% com energia solar, mas instalar é caro

Claudia Varella

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Painés solares fazem a conversão direta da radiação solar em energia elétrica

    Painés solares fazem a conversão direta da radiação solar em energia elétrica

Você já pensou em produzir sua própria energia e, com isso, economizar até 95% na sua conta de luz? É o que promete a Envo, ao consumidor que investir em painéis solares (fazem a conversão direta da radiação solar em energia elétrica).

De acordo com a empresa, lançada no início de maio pelo grupo CPFL Energia, o foco dos negócios são os comércios de pequeno porte e os consumidores residenciais que moram em casas. Não serão atendidos pela Envo os condomínios (prédios) e grandes clientes industriais e comerciais.

Inicialmente, a Envo (abreviação de "Energia para você") vai atuar no interior de São Paulo, na região de Campinas, Jundiaí e Sorocaba. A empresa não divulga o investimento inicial.

Kit solar custa cerca de R$ 20 mil

A economia na conta de luz prometida pode parecer tentadora, mas o kit solar não sai barato, não. Segundo a empresa, o custo de um projeto depende do consumo de energia e das condições estruturais do imóvel.

"O custo do kit não é desprezível. É um investimento relativamente alto para os padrões brasileiros", afirma Pablo Becker, diretor-executivo da Envo.

Por exemplo, um consumidor residencial que paga R$ 150 de conta de energia por mês terá que investir de R$ 20 mil a R$ 23 mil na instalação dos painéis solares. O retorno desse investimento? Nove anos. A vida útil do painel solar é de 25 anos.

"Além do retorno financeiro, há outras motivações para investir, como a valorização do imóvel e a questão da sustentabilidade, pois o cliente passará a utilizar uma energia limpa e renovável, reduzindo a demanda pela energia de fontes mais caras e poluentes", diz o diretor. O público-alvo da Envo são as classes A e B, cujo gasto médio com energia elétrica é de R$ 300 por mês, diz a empresa.

No início de maio, o governo divulgou que quer investir em energia renovável para atender consumidor de baixa renda.

É possível simular o projeto solar para sua casa

O consumidor tem ser homologado (aprovado) pela distribuidora de energia elétrica normal. A homologação é obrigatória. Serve para notificar a distribuidora de energia de que o imóvel tem um sistema de geração solar.

Com isso, a distribuidora instala o medidor para contabilizar o volume de energia produzido pelos painéis solares e injetado na rede elétrica. Quando o consumo é menor do que o volume gerado, a diferença se torna um crédito de energia, usado para abater na conta de luz. Os créditos têm validade de uso de 60 meses e não podem ser revertidos em dinheiro, só em desconto.

Os créditos podem ser usados para abater o consumo de outros imóveis do cliente, mas há algumas regrinhas: os imóveis têm que ser do mesmo titular e devem estar dentro da mesma área de atendimento da distribuidora.

No site da empresa, há um simulador que aponta o tamanho do projeto, a quantidade de placas solares, a área mínima para colocação dos painéis, a produção de energia em 12 meses e o investimento total.

Adesão à geração solar cresce no país

"A geração solar distribuída (fonte de energia conectada diretamente à rede de distribuição) tem crescido significativamente no país devido a dois fatores: redução de 70% no preço do kit solar nos últimos 10 anos e aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica nos últimos dois anos", explica o presidente executivo da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), Rodrigo Sauaia, 33.

No início de maio, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou que existem hoje no país cerca de 10,3 mil instalações que geram créditos e beneficiam mais de 11 mil imóveis.

Perspectiva rural: uso de painéis solares

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