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Após veto à carne brasileira nos EUA, consumidores aqui continuam comprando

Thâmara Kaoru

Do UOL, em São Paulo

  • Marcelo Justo/UOL

A suspensão da exportação da carne bovina fresca do Brasil para os EUA por problemas sanitários é mais um impacto na imagem da produção brasileira, mas não afastou consumidores ouvidos pelo UOL nesta segunda-feira (26) em São Paulo.

Eles afirmaram que estão acompanhando as denúncias e investigações, mas que mantêm o consumo. 

É o caso da aposentada Marta Sanchez, 70, que fazia compras em um açougue da Saúde (zona sul de São Paulo) pela manhã. Ela diz que continua comprando a mesma quantidade de carne que consumia, mas desde a operação Carne Fraca, deflagrada em março pela Polícia Federal, está mais cuidadosa na escolha. "Olho a aparência, a data de validade e também avalio o preço."

Segundo um funcionário do local, que não quis se identificar, o movimento no açougue era normal pela manhã.

O aposentado José Serrão, 70, outro cliente do estabelecimento, diz que está mais atento aos locais onde compra o produto. "Parei de comprar em alguns lugares e analiso melhor os açougues. Não deixei de consumir. Sou nordestino, não posso parar de comer carne", diz.

Marcelo Justo/UOL
O administrador Alan Paiva, 37, diz que prefere pagar mais para ter um produto de qualidade

Outro que não deixou de comprar carne, mas aumentou a atenção na hora da compra foi o administrador Alan Paiva, 37. Ele afirma que prefere escolher melhor as carnes, mesmo que tenha que gastar mais. "Só compro carne de primeira. Mesmo pagando mais pelo produto, a qualidade é melhor. Não parei de comprar". Para ele, o problema não está na qualidade da carne, mas sim, nas denúncias envolvendo políticos. "Na verdade, o problema não é na carne, é na política."

Consumidores evitam empresas investigadas

A decisão dos Estados Unidos em suspender as importações de carne bovina fresca foi divulgada na última quinta-feira (22), três meses depois da deflagração da operação Carne Fraca, pela Polícia Federal, e um mês após a delação premiada de executivos da JBS.

Marcelo Justo/UOL
A dona de casa Natália Oliveira, 45 anos, diz que evita comprar carne de empresas investigadas

Após a Carne Fraca, alguns consumidores tentam evitar comprar produtos de empresas envolvidas nas investigações. "Comprava de várias empresas, mas já não compro mais. Também não compro mais carne embalada. Peço para cortarem a carne na hora", afirma a dona de casa Natália Oliveira, 45. Ela diz que está tentando consumir mais frango e peixe. "É muito difícil parar de comer carne."

O porteiro Vagner Gomes do Nascimento, 63, diz que está evitando comprar carne de empresas envolvidas em investigações, mas que está consumindo o produto normalmente. 

A cuidadora de idosos Janaína Alves Pereira, 34, afirma que há lugares em que ela não compra mais carne, justamente por não saber a origem do produto.

Marcelo Justo/UOL
A cuidadora de idosos Janaína Alves Pereira, 34, seleciona os lugares em que compra a carne

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