Justiça impede voto da família Batista em assembleia da JBS

Do UOL, em São Paulo

  • Zanone Fraissat /Monica Bergamo

    Os irmãos Wesley (esq.) e Joesley Batista, controladores da JBS

    Os irmãos Wesley (esq.) e Joesley Batista, controladores da JBS

A 8ª Vara Federal Cível de São Paulo determinou que a família Batista, controladora do frigorífico JBS, seja impedida de votar na assembleia de acionistas da empresa convocada para esta sexta-feira (1º).

A decisão foi proferida nesta quinta-feira (31) pelo juiz Hong Kou Hen, após o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) entrar com uma ação na Justiça pedindo o impedimento do voto da família Batista.

O juiz acatou o argumento do BNDES de "conflito de interesse" para justificar o impedimento dos votos dos Batista. "Fica evidente, sem maiores ilações, que resta caracterizada situação de conflito de interesses", afirmou em sua decisão.

Na ação, o BNDEs alegou conflito de interesse porque a assembleia desta sexta foi convocada para tratar de uma ação de responsabilidade civil contra os administradores por conta dos crimes que admitiram em delação premiada. A ação obrigaria Wesley Batista a deixar a presidência da empresa.

O banco de fomento, por meio do BNDESPar, é o maior acionista minoritário da JBS, com participação de cerca de 21%. Os Batista são controladores, com 42%.

No início da semana, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão regulador do mercado de capitais, decidiu por unanimidade que os Batista poderiam votar na assembleia, contrariando pedido do BNDES pelo afastamento do presidente-executivo da JBS, Wesley Batista, e posicionamento da própria área técnica da autarquia.

(Com Reuters)

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