'Prévia' do PIB cresce 0,40% em setembro e 1,30% em um ano, diz BC

Do UOL, em São Paulo

A atividade econômica subiu em setembro 0,40% na comparação com agosto, segundo o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" do PIB (Produto Interno Bruto). Na comparação com setembro do ano passado, houve crescimento de 1,30%.

A alta de 0,40% em relação ao mês anterior considera o chamado ajuste sazonal. Quando são comparados dados de períodos diferentes (ex: setembro em relação a agosto, ou 2º trimestre em comparação com o 1º trimestre), analistas costumam descontar as diferenças sazonais. 

Alta na comparação anual

Em relação a setembro de 2016, a economia cresceu 1,30%. Quando são analisados períodos iguais, mas de anos diferentes (ex: setembro de 2017 e setembro de 2016), não é necessário aplicar o ajuste sazonal.

Considerando o acumulado do ano, o indicador subiu 0,43%. Em 12 meses, porém, caiu 0,42%, com o ajuste sazonal. Sem o ajuste, o indicador acumulou queda de 0,65%. 

O indicador de setembro foi influenciado pelos resultados positivos da indústria e do varejo. A produção industrial voltou a subir em setembro, enquanto as vendas varejistas foram puxadas sobretudo pelo setor de hipermercados. Somente o setor de serviços apresentou resultado negativo no mês, fechando o terceiro trimestre com perdas.

PIB oficial 

O último dado sobre o PIB oficial medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) se refere ao segundo trimestre.

A economia brasileira cresceu 0,2% no período, na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o PIB subiu 0,3%, após 12 quedas seguidas.

Em 2016, a economia encolheu 3,6%, e o país enfrentou o segundo ano seguido de recessão.

IBC-Br

O indicador do BC é visto pelo mercado como uma antecipação do resultado do PIB. Ele é divulgado mensalmente pelo Banco Central, enquanto o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE.

O IBC-Br serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa incorpora a produção estimada para os três setores, acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

(Com Reuters)

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