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Petrobras sobe preço para distribuidoras, e gasolina custa quase R$ 5 no RJ

Marcelo Fonseca/Estadão Conteúdo
Gasolina comum é vendida a quase R$ 5 em posto do Rio neste sábado (12) Imagem: Marcelo Fonseca/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

12/05/2018 15h57Atualizada em 12/05/2018 17h11

A Petrobras aumentou novamente o preço da gasolina vendida nas refinarias para as distribuidoras. O reajuste, de 2,23%, passou a valer neste sábado (12). Desde que a estatal começou a aplicar sua nova metodologia de preços, em julho, o preço da gasolina vendida nas refinarias acumula alta de 47,10%.

Isso não significa necessariamente que as mudanças chegarão ao consumidor final na bomba. Os postos são livres para aplicar ou não o reajuste, e na porcentagem que desejarem. 

Em um posto na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, o litro da gasolina comum estava sendo vendido por R$ 4,996 neste sábado. Quem optava pelo combustível aditivado pagava R$ 5,195 por litro. Já uma gasolina superior à aditivada estava sendo comercializada por R$ 6,195 por litro.

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Segundo pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o preço médio da gasolina para o consumidor na última semana foi de R$ 4,257 por litro no país. O preço mínimo encontrado foi de R$ 3,369 por litro e o máximo, R$ 5,250. 

Os estados com gasolina mais cara, em média, foram:

  • Acre: R$ 4,887;
  • Rio de Janeiro: R$ 4,722;
  • Ceará: R$ 4,566.

Os estados com gasolina menos cara, em média, foram:

  • Santa Catarina: R$ 3,898;
  • Maranhão: R$ 3,921; 
  • São Paulo: R$ 4,032.

Esses são valores médios pesquisados entre 6 e 12 de maio pela ANP.

Mercado internacional

Com o reajuste, a Petrobras busca seguir as oscilações no mercado internacional de petróleo, que atingiram os maiores valores em mais de três anos, de modo a manter alguma paridade em relação ao exterior.

Nos últimos dias, os preços do petróleo passaram a avançar com força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a saída do país de um acordo nuclear com o Irã e ameaçar sanções contra a nação, um grande produtor e exportador da matéria-prima.

Atualmente, as cotações do petróleo também estão sustentadas pela demanda robusta e por cortes de oferta liderados pelo cartel Opep.

O repasse ou não dos reajustes feitos pela Petrobras, contudo, depende da estratégia das distribuidoras e revendedoras. Em campanhas publicitárias, a petroleira tem frisado que seu preço responde por um terço do valor final nas bombas, o qual acaba acrescido de impostos e tributos.

Um valor mais alto da gasolina no Brasil, embora desagrade consumidores, tem um efeito positivo para a indústria de etanol, combustível concorrente do derivado de petróleo. Em abril, as unidades do centro-sul do Brasil produziram quase 70% mais etanol, com vendas 10% superiores na comparação anual, segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar.

(Com Reuters e Agência Estado)

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