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Cidades de quatro estados declaram emergência por falta de combustíveis

Lucas Lacaz Ruiz/Estadão Conteúdo
Imagem: Lucas Lacaz Ruiz/Estadão Conteúdo

Lucas Borges Teixeira

Colaboração para o UOL

25/05/2018 12h05

Mesmo com a suspensão da greve dos caminhoneiros por quinze dias anunciada nesta quinta-feira (24), a paralisação afetou o abastecimento de combustível em cidades de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina. Os municípios decretaram situação de emergência.

Campinas, no interior de São Paulo, decretou situação de emergência com o objetivo de "resguardar serviços que são plenamente essenciais, como coleta de lixo, transporte público, ambulâncias, entre outros, e para evitar colapso em áreas imprescindíveis para a população".

Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas (Recap), que representa o comércio varejista de derivados do petróleo em 90 cidades da região, 95% dos 1.400 postos da área estão sem combustível.

Segundo o Recap, na manhã desta sexta, dos 173 postos de Campinas, só um conseguia abastecer os carros dos clientes. "A estimativa é de que nas próximas horas de hoje todos os postos estejam secos", afirmou o sindicato, por meio de nota enviada ao UOL.

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A prefeitura de Porto Alegre também decretou emergência na noite da última quinta-feira (24) devido à falta de combustível. Em publicação extra do Diário Oficial, o prefeito Nelson Marchezan (PSDB) dá prioridade ao abastecimento para transportes essenciais, como ônibus, ambulâncias e caminhões de lixo. A previsão é que a situação se normalize em até três dias.

Porto Alegre não é a única cidade do estado a recorrer à medida. Canguçu, a cerca de 280 km da capital, também decretou emergência. Todos os serviços que necessitam de gasolina foram suspensos, fora coleta de lixo, transporte público e ambulâncias.

Outros dois municípios do Rio Grande do Sul decretaram estado de calamidade pública por causa da falta de combustível. Em Gramado, na Serra Gaúcha, o prefeito João Alfredo Bertolucci (PDT), afirmou que o objetivo é "economizar recursos para a saúde". Já em Santa Vitória do Palmar, no sul do estado, alguns serviços foram suspensos, como aula nas escolas municipais.

No estado vizinho, Santa Catarina, Brusque tomou a mesma medida. Por meio de nota, a prefeitura informou que a greve afetou diversos setores do município e causou a falta materiais essenciais, como remédios e merenda escolar.

Prefeituras do Nordeste, na outra ponta do país, passam pelo mesmo problema. Caruaru, no agreste pernambucano, decretou situação de emergência na última quinta (25). Dentre as medidas tomadas, estão a suspensão das aulas da rede pública de ensino, funcionamento dos postos de saúde e redução da coleta de lixo.

Em Minas Gerais, a cidade de Teófilo Otoni  também recorreu à medida e proibiu "a utilização de combustível para atendimento de situações não definidas no plano de ação emergencial do município". Timóteo, também em Minas, instituiu situação de emergência por causa da falta de combustível para os caminhões de lixo.

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