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Natura e Avon juntas? Relembre grandes marcas concorrentes que se juntaram

Lucas Borges Teixeira

Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/03/2019 20h09

A Natura informou que negocia um acordo com a Avon Products, sua principal concorrente no mercado de cosméticos. Segundo reportagem do jornal "Wall Street Journal", os diretores da Avon discutem uma venda para a brasileira, e as conversas incluem o negócio da Avon na América do Norte, além da operação listada em Bolsa de Valores.

Fusões entre concorrentes não são novidade no mundo dos negócios. No Brasil, grandes marcas uniram-se e formaram conglomerados como BRF e Ambev. Além das cifras bilionárias, as operações também envolvem anos de negociação e autorização de órgãos --por exemplo, para evitar uma concentração excessiva de mercado.

Veja a seguir algumas dessas grandes operações.

Sadia e Perdigão

A fusão de duas das maiores empresas alimentícias do país demorou quatro anos para se concretizar. Proposta em 2009, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) só aprovou a transação em 2013, após um longo processo. Assim surgiu a Brasil Foods (BRF). Hoje, o conglomerado tem presença em mais de 150 países e, além das marcas principais, ainda é dono de rótulos como Qualy e Claybom.

Antárctica e Brahma

Em 1999, as duas maiores cervejarias do país decidiram se juntar, em um negócio de valor não divulgado. Formaram a Ambev, que, de cara, era dona das três marcas mais vendidas por aqui: Antártica, Brahma e Skol. Para o negócio ser aprovado, foi preciso vender a marca Bavária. A soberania, no entanto, não só se manteve como tem aumentado: a gigante nacional é dona de 30 marcas com distribuição para 19 países e compõe o maior conglomerado de bebidas do planeta, o Anheuser-Busch InBev.

Colgate e Kolynos

As gigantes de creme dental protagonizaram o primeiro grande caso antitruste no Brasil. Quando a Colgate comprou a Kolynos nos Estados Unidos por US$ 1,040 bilhão, as duas mantinham 78% do mercado brasileiro. Para permitir o negócio por aqui, o Cade exigiu que uma das marcas não fosse mais usada. Embora tivesse a maior fatia (52%), a Kolynos foi sacrificada e, pouco tempo depois, a empresa lançou a Sorriso. As marcas continuam no topo de vendas no país.

Kraft e Heinz

Em março de 2015, a Heinz conseguiu consolidar a compra da Kraft Foods por US$ 55 bilhões, depois de anos de negociações e disputas antitruste. Para se firmar em diferentes países, o conglomerado teve de vender algumas marcas, mas tem mais de 50 rótulos em 29 países. Os negócios não estão indo bem, no entanto. No ano passado, a gigante apresentou prejuízo de US$ 10 bilhões e preocupa investidores.

Coca-Cola e Ades

A gigante de refrigerantes comprou, em 2016, a marca de bebidas Ades, da Unilever, por US$ 575 milhões, em parceria com a engarrafadora Femsa. A marca é a principal produtora de bebidas à base de soja da América Latina, com mais de 20 rótulos.

Ri Happy e PB Kids

Em junho de 2012, poucos meses depois de ser comprada pelo fundo Carlyle, a rede de lojas de brinquedos Ri Happy comprou sua principal concorrente, a PB Kids. O valor do negócio não foi informado. Somadas, as marcas têm mais de 400 lojas espalhadas por todas as regiões do país.

Peixe Urbano e Groupon Brasil

As duas maiores redes de compras coletivas do Brasil se uniram em 2017. Ambos os sites se mantiveram, com descontos e promoções independentes, e o negócio só valeu para o braço brasileiro da empresa americana. O valor da transação não foi divulgado.

Alpargatas e Osklen

Em 2012, a Alpargatas, dona da Havaianas, anunciou a compra de 30% da Osklen. O conglomerado é dono ainda de Mizuno, Topper e Dupé.

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