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CUT e Força fazem ato juntas, prometem greve geral e dão show com Ludmilla

Evento em São Paulo reunirá artistas como Ludmilla (foto) e Felipe Araújo - Julio Cesar Guimarães/UOL
Evento em São Paulo reunirá artistas como Ludmilla (foto) e Felipe Araújo Imagem: Julio Cesar Guimarães/UOL

Do UOL, em São Paulo

01/05/2019 04h00

Dez centrais sindicais brasileiras se unem neste ano para um ato unificado em comemoração ao Dia do Trabalho. Entre elas estão CUT e Força Sindical, juntas nesta data pela primeira vez. Em São Paulo, o evento será no Vale do Anhangabaú, no centro da capital paulista, com shows de artistas como Ludmilla e Felipe Araújo. Também deve ser convocada uma greve geral para 14 de junho.

A falta de dinheiro para bancar festas grandiosas desde o fim da contribuição sindical obrigatória e a oposição ao projeto de reforma da Previdência são temas que têm unido as centrais em protestos desde o começo do ano.

Neste ano, por exemplo, a Força Sindical abriu mão de sua tradicional festa na praça Campo de Bagatelle, na zona norte de São Paulo. O evento costumava ter a participação de cantores populares e sorteio de automóveis e já chegou a atrair 1 milhão de pessoas.

Em 2018, apelo por 'Lula livre'

No 1º de Maio do ano passado, a CUT e outras seis centrais realizaram conjuntamente um ato em Curitiba (PR) focado no pedido da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso três semanas antes.

Neste ano, o evento em São Paulo será organizado pelas centrais sindicais CGTB, CSB, CSP-Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical, Nova Central e UGT, além das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. O lema é "Em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores e das Trabalhadoras - Contra o Fim da Aposentadoria por mais Empregos e Salários Decentes".

"Estamos construindo a greve geral, e a realização de atos unitários em diversas cidades neste 1º de maio é mais uma demonstração de unidade, que será decisiva para barrar os retrocessos contra a classe trabalhadora, em especial a reforma da Previdência", disse Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT.

"Faremos uma grande mobilização juntos para impedir que continuem os ataques aos direitos dos trabalhadores", afirmou João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical.

(Com Estadão Conteúdo)

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