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Maia quer acordo com governadores antes de votar reforma em comissão

Luma Poletti

Colaboração para UOL em Brasília

2019-06-25T16:33:16

2019-06-25T17:06:59

25/06/2019 16h33Atualizada em 25/06/2019 17h06

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje que pretende conversar com governadores e tentar chegar a um acordo para incluir estados e municípios na proposta de reforma da Previdência ainda na Comissão Especial.

O presidente da Casa espera chegar a um consenso em relação a esse tema antes mesmo da leitura da complementação de voto do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). Assim, a votação do texto no colegiado poderá ficar para a próxima semana.

"Estamos trabalhando para votar o mais rápido possível, mas alguns governadores devem estar em Brasília entre hoje e amanhã e eu pretendo, antes do relator ler a complementação de voto, que a gente possa ter dialogado com todos os governadores sobre algum acordo para a inclusão dos governadores já na comissão. Eu acho que a gente precisa só ter um certo cuidado porque às vezes avança mais rápido e a gente depois descobre que tinha espaço para fazer acordo com governadores e incluir estados e municípios é fundamental", disse Maia.

Segundo Maia, alguns governadores estarão em Brasília até esta quarta-feira (26). Outros estão sendo contatados por telefone. Assim, a expectativa é de que o texto seja votado na Comissão Especial no máximo até a próxima terça-feira (2).

"Nessa reta final, um ou dois dias não fará muita diferença, mas deixar os governadores fora fará uma diferença brutal nos próximos 10 anos. Então é melhor ter um pouco de paciência. O ideal é votar nessa semana, se não votar essa semana, no máximo na próxima terça-feira. Mas claro, o adiamento só vale a pena se a gente tiver clareza que tem espaço para negociar essa matéria com os governadores e prefeitos", afirmou.

A princípio, uma das ideias era incluir estados e municípios no momento em que a reforma fosse colocada para votação em plenário - por meio de emenda ao texto. Assim, governadores e prefeitos teriam que entrar em campo e atuar para que o texto fosse aprovado, dividindo com os parlamentares o ônus político da aprovação de uma medida considerada impopular.

Maia afirma que um eventual acordo com governadores ainda na fase da Comissão Especial poderá aumentar a margem de votos no plenário, dando mais segurança para a votação. Para ser aprovada, a reforma precisa de pelo menos 308 votos. "Trazendo os governadores você consolida os partidos. Uma posição favorável do governador facilita muito esse voto", declarou Maia.

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