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BC faz audiência em novembro para discutir sistema que poderia cortar juros

João José Oliveira

Do UOL, em São Paulo

17/10/2019 12h40

Resumo da notícia

  • Audiência pública receberá sugestões sobre regras do open banking, que prevê troca de informações entre bancos
  • O novo sistema deve facilitar a concorrência e baixar juros para os clientes
  • Regras serão definidas no primeiro semestre de 2020 e começam a ser implementadas no segundo semestre

O Banco Central prevê colocar em audiência pública em novembro as regras que vão orientar a implementação do open banking no país. O plano do governo é começar o novo sistema até o final de 2020.

O open banking, ou banco aberto, é um sistema que permite a troca de informações entre os participantes do sistema bancário, como bancos, financeiras, fintechs, ou seguradoras. Isso ajudaria a aumentar a competição e a reduzir os juros para os clientes, dizem especialistas, como Henrique Meirelles, ex-presidente do BC.

Sugestões para o projeto

Na consulta pública, os agentes de mercado —instituições financeiras, entidades e associações de empresas e consumidores, por exemplo— poderão dar sugestões e ideias para o projeto.

O cronograma do Banco Central é ter as regras definidas ainda no primeiro semestre do ano que vem e, no segundo semestre, começar a implementar esse novo modelo.

Benefício para cliente tem de vir logo

Segundo o coordenador do departamento de regulação do sistema financeiro do Banco Central, Guilherme Themes José, o open banking será implementado em quatro etapas. Mas a intenção é que os primeiros resultados apareçam de imediato.

"A gente quer que os benefícios para o cliente apareçam desde a primeira fase. De nada adianta o open banking se a jornada do cliente for muito difícil", afirmou Themes em um evento Open Banking Day, realizado em São Paulo.

Comparação de taxas

Na primeira etapa, haverá a abertura de informações das instituições financeiras, com dados de taxas e custos, por exemplo. "Isso já vai permitir que haja comparação", disse o coordenador do Banco Central.

A segunda etapa abrange a implementação da abertura dos dados cadastrais de clientes. Depois vai ocorrer abertura de dados transacionais, com informações relacionadas a serviços, como extrato, financiamento, crédito, cartão.

Serviços em bancos diferentes

E, finalmente, a introdução dos serviços propriamente dito, quando o cliente poderá ter diversos serviços e produtos de diferentes instituições financeiras mesmo que não seja no banco em que ele tem uma conta-corrente.

O coordenador do Banco Central deu um exemplo: uma pessoa poderá abrir uma nova conta-corrente em um banco digital, por exemplo, apenas com um clique, de maneira facilitada com a troca de informações de uma instituição financeira para outra.

Segurança é preocupação

O Banco Central disse que uma das maiores preocupações é com a segurança. E por isso, será de responsabilidade das instituições financeiras e outras empresas participantes do open banking o compromisso com apresentação de garantias de rastreabilidade de dados, das medidas de controle, e das soluções de eventuais conflitos.

"Queremos estimular a entrada de novos agentes e melhora de eficiência. Novas soluções. O plano é deixar o cliente com o poder de decidir", afirmou Themes José.

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