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Tributação de grandes fortunas não está na minha agenda, diz Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, concede entrevista ao UOL e à Folha, em Brasília - Kleyton Amorim/UOL
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, concede entrevista ao UOL e à Folha, em Brasília Imagem: Kleyton Amorim/UOL

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

10/02/2020 14h45

Em meio às negociações para destravar a reforma tributária, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a tributação de grandes fortunas não está na sua agenda. A pauta é prioritária por partidos da esquerda.

As declarações aconteceram após um evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (10). Em entrevista a jornalistas, Maia defendeu uma mudança na tributação de parte dos dividendos e a redução de alíquota para pessoa jurídica.

"Eu nunca tratei de grandes fortunas e não vou tratar. Botaram uma nota e eu nunca tratei [do assunto], não vou ficar aqui, agora, toda hora desmentindo uma nota. Não penso nada. Nunca tratei desse assunto. Esse assunto não está na minha agenda. O que está na minha agenda é a possibilidade de tributar lucros e dividendos reduzindo a alíquota da pessoa jurídica", disse Maia.

O jornalista Lauro Jardim, em sua coluna no jornal O Globo, relatou ontem que Maia era a favor da taxação de grandes fortunas. O presidente desmentiu a informação.

Tramitação da tributária

A reforma da tributária é considerada pauta prioritária na Câmara, Senado e no governo Jair Bolsonaro (sem partido). Mas a equipe de Paulo Guedes (Economia) ainda não enviou nenhuma contribuição de projeto sobre o tema.

Há expectativa de lideranças do centrão de que a pauta seja aprovada até junho. A comissão mista entre Câmara e Senado, para debater o tema está atrasada desde dezembro.

"Não dá para a gente aumentar mais carga tributária. O que você tributar de lucros e dividendos você tem que reduzir na alíquota da pessoa jurídica para que a gente não tenha a maior carga tributária do mundo para pessoa jurídica. Isso é arrecadação neutra", declarou.

O presidente da Câmara considerou que a estrutura tributária do Brasil estimula a divisão de dividendos. No entendimento dele, se tiver parte dos dividendos tributado e a redução de alíquota para pessoa jurídica, haverá estímulo para reinvestir.

"Essa equação, da mesma forma que os Estados Unidos fez há alguns anos atrás, é importante que a gente possa colocar esse debate na mesa sem aumento de carga tributária", declarou Maia.