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Governadores convocam Guedes e criticam fala de Bolsonaro sobre combustível

Paulo Guedes, ministro da Economia de Jair Bolsonaro - Daniel Resende/Futura Press/Estadão Conteúdo
Paulo Guedes, ministro da Economia de Jair Bolsonaro Imagem: Daniel Resende/Futura Press/Estadão Conteúdo

Carla Araújo

Colaboração para o UOL, em Brasília

11/02/2020 12h24Atualizada em 11/02/2020 12h41

Governadores reunidos nesta terça-feira (11) em Brasília fizeram um contato com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o convidando para debater a tributação dos combustíveis. Guedes chegou no final da manhã no hotel onde os governadores se reuniram.

Segundo o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, a maneira como o presidente Jair Bolsonaro colocou o debate sobre os impostos de combustíveis foi "irresponsável". Na semana passada, Bolsonaro "desafiou" que governadores baixassem o ICMS dos combustíveis e disse que zeraria os impostos federais.

"Os governadores estão preocupados com a maneira irresponsável com que Bolsonaro tratou a questão. O presidente quis colocar os governadores contra a sociedade", disse Ibaneis, que é um dos organizadores do Fórum dos Governadores. Segundo ele, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ligou para Guedes pedindo que ele comparecesse ao encontro.

Para Ibaneis, é fundamental que a questão seja tratada com Guedes, que é a pessoa que tem "condições de dizer" se é possível ou não abrir mão dos impostos. Questionado se convidariam também o presidente para a conversa, Ibaneis afirmou que "tratam de coisas sérias de forma séria".

"O presidente deveria ter consultado a equipe econômica antes de colocar um debate tão criminoso como esse", disse. "Vamos dar nosso recado via Paulo Guedes, que entende de economia", afirmou.

A pauta do encontro inclui também temas como segurança pública e a renovação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento de Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação).

Estão presentes os governadores do Acre, Gladson Cameli; de Alagoas, Renan Filho; do Amazonas, Wilson Lima; do Amapá, Waldez Goes; da Bahia, Rui Costa; do Ceará, Camilo Santana; do Espírito Santo, Renato Casagrande; do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; do Mato Grosso, Mauro Mendes; do Pará, Helder Barbalho; da Paraíba, João Azevêdo; de Pernambuco, Paulo Câmara; do Piauí, Wellington Dias; do Paraná, Ratinho Junior; do Rio de Janeiro, Wilson Witzel; do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra; do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; de Rondônia, Coronel Marcos Rocha; e de Roraima, Antonio Denarium. De acordo com a assessoria de Ibaneis, o governador João Doria, de São Paulo, está representado pelo secretário e ex-ministro Antonio Imbassahy.

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